Cerca de 40 membros da Comunidade Shalom participaram da vigília com o Papa Francisco na praça de São Pedro no sábado (2). Mais uma vez o pontífice fez um convite à verdadeira experiência com a misericórdia de Deus e à fé que se transforma em obras. “Uma fé que não é capaz de se colocar nas chagas do Senhor, não é fé”, afirmou o Papa.
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Amor do Pai que expressa ternura
Papa Francisco falou sobre os sentimentos de amor do Pai, como o abraço dos pais no filho, símbolo de ternura: “O abraço de um pai e de uma mãe com o seu filho. É muito expressiva esta imagem: Deus nos traz a cada um de nós e nos leva até o seu rosto. Quanta ternura contém e quanto amor exprime. Ternura: palavra quase esquecida e da qual o mundo de hoje – todos nós – precisamos. Pensei a essa palavra do profeta quando vi a logo do Jubileu. Jesus não somente leva nas suas costas a humanidade, mas encosta seu rosto ao de Adão, a tal ponto que os dois rostos parecem que se fundem em um só.”

“A misericórdia não está parada: ela vai à procura da ovelha perdida, e quando a encontra exprime uma alegria contagiante”, disse Francisco.
A misericórdia de Deus se transforma em atos, em partilha: “Quantos rostos tem a misericórdia de Deus! Ela se faz conhecer como proximidade e ternura, e por isso também como compaixão e partilha, como consolação e perdão. Quem mais os recebe, mais é chamado a oferecer, a partilhá-los; não pode ficar escondida, nem guardada para si mesmo. É algo que queima o coração e o provoca a amar, reconhecendo o rosto de Jesus Cristo sobretudo em quem está mais afastado, fraco, sozinho, confuso e marginalizado”, destacou o pontífice.
Franco Galdino
Edição: Emanuele Sales