Formação

Conheça o martírio de São João Batista, o Profeta do Altíssimo

João Batista deixa para nós a marca do amor esponsal à Deus e à missão dada por Ele

“Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista… De fato, todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11,11-14).

João foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas, seu nascimento foi maravilhoso, um mistério de Deus revelado a Zacarias pelo anjo Gabriel enquanto ele servia no templo, pois sua mãe Isabel era considerada estéril e ambos já tinham idade avançada. O anjo também disse que que ele se chamaria João, não beberia vinho e desde o ventre de sua mãe seria repleto do Espírito Santo.

 

A força da voz que emana no deserto

Quando João atingiu a maturidade, percebeu que chegara sua hora e buscou viver no deserto. Alguns historiadores relatam que ele viveu como nômade. Ele tinha uma aparência rústica e bem diferente, usava uma vestimenta de pelo de camelo e um cinto de couro em torno dos ombros, além de alimentar-se de gafanhotos e mel silvestre.

Era um homem de altas virtudes, profunda vida de oração e rigorosas penitências. Seu ministério marca um novo tempo, cumpre a promessa feita por Deus a Israel ainda no Antigo Testamento, que revela a vinda do Messias. João também serve como um referencial para o mistério do próprio Cristo, pois sendo ele o precursor do Cristo, era o maior entre os homens, mas deixa clara a grandeza daquele que virá.

João iniciou seu ministério profético pela região desértica da Judéia, as margens do rio Jordão, onde pregava com autenticidade o batismo do arrependimento para o perdão dos pecados, usando água como sinal de purificação. Seu apostolado cresce em todas as regiões da Judéia, ficando assim conhecido como João Batista.

Sua pregação era dura, mas se fazia necessário, pois era preciso romper com a hipocrisia pregada pelos líderes religiosos daquela época. João Batista tinha urgência em se fazer ouvir sua mensagem, ele buscava um povo fiel dentre o povo judeu, com arrependimento sincero, pronto para receber aquele que ele anunciara ser muito maior do que ele próprio.

 

Cárcere e martírio

Posicionado de forma radical contra o pecado, João foi contra a vida desregrada de Herodes Antipas em seu governo, denunciando de forma pública o relacionamento que ele mantinha com sua cunhada Herodíades. Ambos haviam se separado de seus cônjuges e unido-se ilegitimamente, caracterizando adultério conforme a lei de Deus.

As denúncias de João Batista provocam grande ódio em Herodíades, em contra partida, Antipas teme uma revolução diante da popularidade de João e manda o profeta para o cárcere.

Não satisfeita apenas com a prisão de João Batista, Herodíade buscava um meio de condená-lo a morte. Durante a festa de aniversário do rei Herodes, ela concretizou seu desejo através da sua filha Salomé que dançou diante de todos os convidados de modo que agradou tanto Herodes que ele prometeu lhes dar o que quisesse, até metade de reino. Como não sabia o que pedir, perguntou a sua mãe, que não hesitou em pedir a cabeça de João Batista.

O rei Herodes ficou triste, porque sabia que João era inocente, além disso, ele tinha conhecimento que ele era aclamado pelo povo como profeta. Coagido pela situação, mandou matar João Batista e trazer sua cabeça, que foi entregue a Herodíades por sua filha.

A fidelidade e amor à Deus foram vividos até os últimos dias da vida de João Batista, que deixa para nós a marca do amor esponsal e à missão confiada a ele por Deus, que não foi calada em nenhum momento da sua vida.

 

Jussara Adriene Coelho Barnabé
Missionária da Comunidade de Aliança


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