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Conheça o milagre de Natal de Santa Teresinha do Menino Jesus

Naquela noite, a pequena de Lisieux tornou-se uma grande mulher.

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É comum na Noite de Natal esperarmos presentes, na família de Teresa de Lisieux não era diferente:

“Tanta alegria nos proporcionara na infância o antigo costume, que Celina queria continuar a ter-me como caçula, por ser o bebê da família… Papai gostava de ver minha satisfação, de ouvir meus gritos de alegria, quando eu retirava cada surpresa de dentro dos “sapatos encantados”, e o contentamento do meu Rei aumentava minha felicidade”.

Como lemos acima, Teresinha estava acostumada a ganhar meros presentes materiais acompanhados dos carinhos das irmãs e do pai, no entanto, Deus, “que é o Deus das surpresas”, como disse o Papa Francisco em recente homilia – “Natal é tempo de contemplar o inédito de Deus” – quis dar um presente diferente à nossa querida Teresa, acompanhemos a continuidade dessa história:

“Jesus, porém, querendo mostrar-me que devia livrar-me de alguns defeitos da infância, subtraiu-me também as inocentes alegrias desta idade. Permitiu que Papai, extenuado da Missa da meia-noite, se enfadasse dos meus sapatos na lareira, e profetizasse estas palavras que me atravessaram o coração: “Afinal, que sorte ser este o último ano!”

Quem ao ouvir palavras duras nas festas de família ou confraternizações de final de ano, já não sentiu o desejo de fechar-se em si e subir as escadas do orgulho? Quantas famílias já não celebram mais o Natal porque houveram palavras desagradáveis ditas que não foram perdoadas?!

Vejamos a atitude de Teresinha

“Nessa noite luminosa que projeta, num clarão, as delícias da Santíssima Trindade, Jesus, a doce criancinha nascida há uma hora, mudou a noite de minha alma em torrentes de luz… Nessa noite, quando se fez fraco e sofredor por meu amor, tornou-me forte e corajosa, revestiu-me de sua armadura… Depois de sufocar minhas lágrimas, desci rapidamente a escadaria. A comprimir as batidas do coração, peguei meus sapatos, coloque-os diante do Papai, e fui tirando alegre todos os objetos, com ar feliz de uma rainha”.

De menina mimada passa a ser senhora de si, a graça da Noite de Natal a transforma, mesmo tão jovem, numa mulher cheia de maturidade humana e espiritual. Por graça divina e adesão do coração, essa menina que tornou-se conhecida no mundo inteiro, compreendeu na noite de Natal o mistério que nela se celebra: “É próprio do amor abaixar-se!”

Descer as escadas não foi mero movimento, foi ordem de Deus obedecida por um coração pobre que entendeu que a santidade é escada de descida e esta será a via que Teresinha seguirá fielmente na sua caminhada com Deus.  Ah, é necessário falar sobre o presente inédito que ela ganhou do próprio Deus na noite Santa de Natal:

“A partir desta noite de luz, começou o terceiro período de minha vida, o mais belo de todos, o mais repleto de graças do Céu… A tarefa que em dez anos não me foi possível desempenhar, Jesus a executou num ápice, contentando-se com minha boa vontade, que nunca me faltou. Como seus apóstolos, poderia dizer-lhe: Senhor, pesquei toda a noite,e nada apanhei. Para comigo, mais misericordioso ainda, do que para com seus discípulos, o próprio Jesus tomou a rede, lançou-a, e recolheu-a cheia de peixes… Fez me pescadora de almas. Senti grande desejo de trabalhar pela conversão dos pecadores, desejo que nunca sentira de maneira tão pronunciada… Senti, numa palavra, a caridade penetrar-me no coração, a necessidade de esquecer-me a mim mesma, para dar prazer, e, desde então, fui feliz!” (História de uma alma, página 113).

Oh admirável presente!

Tenhamos a coragem de pedir uma Noite de Natal onde o amor encarnado de Deus nos vença, vença nosso amor próprio, que nos impede de ver o outro com olhos de amor, que nos impede de viver a descida necessária para que a caridade aconteça em nossos relacionamentos. De pessoa presa a si mesma à águia a voar alto no amor a Deus e aos outros, que o bom Deus nos conceda semelhante graça para provarmos da felicidade da maturidade e da liberdade interior.

Existem graças que Deus só nos concede no Natal! Que tal ousar pedir uma experiência como essa?

Rogai por nós, querida Teresinha!

Um feliz e Santo Natal!

Viviane
Comunidade de Aliança Shalom


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