“Toda a Obra da Missão de Belém é engajada na evangelização do percurso da Corda.”
No mesmo dia do Círio Fluvial acontece a grande procissão do Círio, a Corda é um dos maiores ícones da procissão, a mesma é puxada pelos promesseiros que trazem consigo a Berlinda que traz a imagem da Virgem de Nazaré. Hoje, ela tem 400 metros de comprimento, duas polegadas de diâmetro e é produzida em titan torcido de sisal oleado.
Enfileirados, homens e mulheres puxam a corda que faz a berlinda com a imagem da Santa se movimentar. Como são os promesseiros da corda que dão ritmo à procissão, em alguns anos ela precisou ser desatrelada antes do término da romaria para que o Círio pudesse seguir mais rapidamente.
História da Corda – Durante a procissão de 1855, quando a berlinda ficou atolada por conta de uma grande chuva, a Diretoria da Festa teve a ideia de arranjar uma grande corda, emprestada às pressas de um comerciante, para que os fiéis puxassem a berlinda. A partir daí, os organizadores do Círio começaram a se prevenir, levando sempre uma corda durante a romaria. Mas só no ano de 1885, a corda foi oficializada no Círio, substituindo definitivamente os animais que puxavam a berlinda. No Círio de 1926, o arcebispo Dom Irineu Jofilly suprimiu a corda do Círio, já que “não compreendia o comportamento na corda, onde homens e mulheres se empurravam em atitudes nada devotas”. A proibição gerou várias manifestações populares e políticas, mas chegou a durar cinco anos. Só em 1931, com intervenção pessoal de Magalhães Barata, então governador do Estado, a corda voltou a fazer parte do Círio.
Todos os anos a Comunidade Shalom estar presente durante todo o percurso da Corda, dando apoio aos fieis que puxão a corda da berlinda, distribuindo litros de água, este momento de auxilio aos fiéis se tornou então um momento propício para a evangelização, os membros enquanto distribuem as águas evangelizam e falam do Amor de Deus. Cada membro recebe um kit de identificação camisa e boné.
