Formação

Cristo Ressuscitou, Aleluia!!!

 
 

Cristo Ressuscitou! Aleluia!
Sim, Verdadeiramente ressuscitou! Aleluia!

E Por isso nós todos devemos nos apoiar na fé, e dizer que: se com Ele morremos, com Ele ressuscitaremos. E Por isso o sofrimento não vencerá. E Por isso as dificuldades não vencerão sobre ti.

Não, a morte não é a última palavra! Não, a dor não é a última palavra! Não, a rejeição não é última palavra! Não, o sofrimento não é a última palavra! Não, a depressão não é a última palavra! Não, as guerras não são ” a última palavra”! Não, o aborto não é a última palavra, o divórcio não é a última palavra … porque apesar do mundo estar cheio disto tudo, há uma vitória que é maior que tudo isto… está acima do mundo, está acima do céu, está no meio da terra, está nos nossos corações.

Ele rompeu a rocha do túmulo e pode fazer com que todas as rochas dos túmulos do mundo, e dos corações dos homens, e da minha vida, e da sua vida, rolem. E essa força, essa potência, esse poder, está no coração de cada batizado, porque CRISTO RESSUSCITOU ALELUIA! SIM, VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU, ALELUIA! E nós precisamos assumir isso na fé, na fé, na fé. Com suas palmas assuma na fé.

Esse é o grande mal do mundo… sabe qual é o grande mal do mundo?
O mundo tem muitos males, no mundo existe o mal do pecado, do egoísmo, da divisão; o mal das brigas e inimizades; no mundo existe o mal que conspira contra a vida, existe o orgulho, existe a idolatria; existe o assassinato, o homicídio, o desprezo pelos inocentes, a valorização da injustiça. E as luzes brilham sobre os corruptos, no mundo existe o aborto, o divórcio, a destruição da família… Mas este, nenhum destes, nenhum outro que você possa imaginar: holocausto, dizimação de populações inteiras… nenhum destes neste mundo em que existem tantos males, é o que penaliza mais o mundo.

Sabe o que penaliza mais o mundo? São os cristãos: “não abraçarem, não terem a convicção, a verdade, o amor, a adesão, a confiança, não viverem… não terem a convicção profunda” no seu coração e no seu entendimento da arma que vence este mundo. A arma e a resposta que vencem os males da Terra. Que vencem as dores dos corações. Que vencem todo o mal:
Esta arma e esta resposta é a vitória de Cristo, a ressurreição de Cristo, a nossa fé é a vitória que vence o mundo. E nossa fé em quem? Em Cristo que ressuscitou. Porque SIM, ELE VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU. E é este “verdadeiramente” que falta inflamar os nossos corações.

Porque por este “verdadeiramente” nós seremos capazes de fazer tudo, de realizar tudo. Por ele temos a resposta, mais do que a resposta, temos o fato, o acontecimento. A ressurreição de Jesus é um acontecimento, é um fato, é uma realidade, é palpável. Sua carne ressuscitou, a sua carne ressuscitou, a sua carne ressuscitou, e ressuscitou gloriosa.
O seu coração ressuscitou e ressuscitou glorioso, vencedor. O amor, a força do amor eclodiu Nele, e essa força eclodiu atingindo toda a criação, ultrapassando tempo e espaço.

Força, poder e autoridade! Essa força e poder que atingiu toda a criação! Que evento! Que acontecimento! Evento que há dois mil anos atrás joga para frente e para traz de toda a história da humanidade uma força e um poder. Que traz a vida, a alegria, que é resposta para todos, porque a pergunta, as dores, os momentos que dá sentido a vida humana, é acontecimento que se atingiu e precisa atingir todos os homens.

E se nós abraçarmos esse “verdadeiramente” com toda força que ele carrega, a nossa vida e o mundo serão transformados. CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA! SIM, VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU, ALELUIA! Esta é a grande notícia deste dia. E porque é a grande notícia deste dia, imaginem quando a primeira vez os ouvidos da humanidade ouviram esta notícia…

Pega sua bíblia, e você pode pegar o evangelho que nós provavelmente iremos ler hoje na liturgia, capítulo 20 do evangelho de João, versículo 12:
“Depois de Jesus ter sido sepultado, depois de ter sido envolvido no seu sudário, colocado sob dentro do seu túmulo e a pedra ter rolado, no primeiro dia da semana diz o evangelho, Maria ficara fora perto do túmulo e chorava. Chorando ela se inclinou para o túmulo e viu dois anjos vestidos de brancos, sentados no mesmo lugar onde corpo de Jesus fora depositado. Um a cabeceira e outro aos pés, “mulher”, disseram-lhe, por que choras?” ela lhes respondeu: “tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”. Enquanto falava, ela se voltou e viu Jesus que estava ali, mas não sabia que era Ele, Jesus lhe disse: “mulher por que choras ?, quem procuras ?” mas ela pensando que se tratava do jardineiro, disse: “Senhor se foste tu que tiraste, dizei-me onde puseste e eu o levarei”. Jesus lhe disse: “Maria”, ela se voltou e Ele disse em hebraico, “Rabuni”, que significa mestre. Jesus lhe disse: “Não me retenhas, pois Eu ainda não subi para meu Pai, mas tu vai ter com meus irmãos e dizei-lhes que eu subo para o meu Pai, que é Vosso Pai, para o meu Deus que é Vosso Deus”. Maria de Mágdala veio pois anunciar aos discípulos: “eu vi o Senhor e eis o que Ele me disse”. Na tarde desse mesmo dia, que era o primeiro da semana, estando as portas da casa em que se achavam os discípulos trancadas, por medo dos judeus, Jesus veio, pôs-se no meio deles, e disse-lhes: “A paz esteja convosco”. Em outras palavras SHALOM. Enquanto falava, Ele mostrou as mãos e o lado, vendo o Senhor os discípulos ficaram tomados de intensa alegria, então Jesus lhes disse de novo: “A Paz esteja convosco”, SHALOM, “como o Pai me enviou assim também eu vos envio, tendo assim falado, soprou sobre eles e lhe disse: recebei o Espírito Santo”.

Vejam bem! Maria Madalena estava no sepulcro e chorava. Estava no sepulcro e chorava a ausência de Deus, a ausência de Cristo. Aquele Jesus que tinha tirado sete espíritos dela, que tinha lhe devolvido a vida e a dignidade já não estava mais com ela. Aquele Jesus que tinha olhado nos olhos de Maria como nenhum outro homem jamais olhou. Aquele que nos olhos de Maria de Madalena enxergou as suas dores mais profundas, as suas misérias mais escondidas. Aquele Jesus que fez que seus olhos encontrassem os olhos de alguém que não se julgava, nem se merecia ser amada.
Aquele Jesus foi tirado, tirado pela morte, e Maria sofria a ausência de Deus.

É interessante perceber isto. Nestes dias da semana santa a Igreja faz algo que é muito interessante, que de uma maneira geral… presta atenção que isto é importante! De uma maneira geral, passa desapercebido:
Nna Quinta-Feira Santa depois da instituição do lava-pés, nós estávamos na Catedral e vimos, o Bispo toma Jesus eucarístico, as partículas consagradas, e se dirige para a cripta da Catedral. Por que todos os sacrários principais, de todas as Igrejas devem estar vazios.

Na nossa casa na comunidade, nós também fazemos esta experiência. Os sacrários principais da nossa casa ficaram vazios, e Jesus foi posto numa sala trancada, e o sacrário vazio. A capela vazia, o sacrário aberto, vazio. A Igreja faz isto para que de uma maneira leve muito leve. Mas isto é como uma porta, para que possamos penetrar no mistério da ausência de Deus, do esposo que é tirado. E ali na capela eu dizia para um irmão: que coisa impressionante, eu queria estar lá dentro daquela sala, na hora de fechar a porta eu quase não saia lá de dentro, porque pra mim era como se fosse perder, e era no sentido figurado perder, e ao fechar aquela porta, por mais que tinham os ícones, a ausência de Jesus eucarístico era um vazio. Vazio que parece que tinha um vazio em toda a casa. Com a presença Dele parece que traz vida a toda casa.

Eu vi uma diferença também há alguns meses na nossa casa. A nossa capela da residência feminina foi terminada, mas não tinha a presença do Santíssimo Sacramento. O senhor Arcebispo marcou um dia para inaugurar e nós ficamos uns meses sem o Santíssimo. No dia em que Jesus entrou eucaristicamente naquela capela nossa casa mudou. A presença e a ausência de Deus! É isso que Maria e os discípulos viviam naquele momento. A ausência de Jesus, a ausência de Deus. E a ausência de Deus é tristeza, é desespero, é falta de sentir; a ausência de Deus é medo, é temor, é ansiedade; a ausência de Deus é inquietação, é infelicidade, é dor profunda…

E o mundo, meus irmãos, chora, o mundo chora como Maria Madalena chora, a humanidade chora, como Maria Madalena chora, e como os discípulos choram… imaginem a situação dos discípulos naquele lugar fechado, trancados, aterrorizados por que não tinham Jesus. A ausência de Deus, é a pior coisa, é o maior mal da humanidade. E é naquele clima de ausência de Deus, que muitas vezes nós podemos nos encontrar, e sofrermos essas conseqüências da ausência de Deus. As conseqüências da tristeza, da dor, da isolação, da ausência de Deus.

E e é exatamente neste clima, nesta situação que olhando pro mundo nós o encontramos vivendo nesta ausência de Deus. Olhando pro mundo nós o encontramos sob o julgo da morte, das trevas, da desolação. E é exatamente aí que aquela mulher, aquelas mulheres, aqueles homens ouviram, a notícia que todos os ouvidos queriam ouvir , que os reis, que os profetas, que os patriarcas, que os homens mais simples e mais nobres quiseram ouvir: Ele está vivo, Ele está presente, Ele venceu a morte, Ele é a resposta para toda desolação, Ele é a resposta e a vitória para toda desolação da face da Terra, Ele é a resposta e a vitória para toda dor do mundo, Ele está presente, Ele venceu, Ele está vivo. O pecado, o mundo, a morte, não pode detê-lo.

“Mulher”, disse Jesus, e hoje Ele pode dizer para cada um de nós: “mulher, homem” e ao dizer mulher e ao dizer homem, Ele diz:” Eu estou aqui, eu não estou ausente, Eu não estou longe, Eu estou aqui. Tu muitas vezes pode estar ausente de mim, mas Eu não. Eu estou aqui, Eu estou ao teu alcance, estou ao alcance de teus olhos. Das tuas mãos, ao alcance da sua fé, ao alcance do seu coração, ao alcance do seu toque. Eu estou aqui, Eu vivo, Eu ressuscitei. O mal do mundo não é maior do que meu amor, as tristezas do mundo não são maiores que minha alegria. A desolação do mundo não é maior do que minha consolação.”

“Eu estou aqui, Eu venci, Shalom! Paz! Paz a ti!” E aqueles ouvidos e aqueles corações quando ouviram tudo aquilo que qualquer um de nós em todo tempo e em toda história da humanidade precisa ouvir, se encheram de alegria, e partiram, e partiram, e partiram, e partiram, e partiram porque vendo uma desolação do mundo eles ouviram a voz de Jesus que dizia: “como o Pai me enviou, Eu também vos envio; como o Pai me enviou, eu também vos envio”.

Esta notícia, esta verdade, este fato, este acontecimento, esta alegria, esta paz é para ser comunicada, é para ser anunciada, é para ser transmitida.

É para ir de encontro da desolação do mundo, para poder destuí-la, e assim, encher o mundo e o coração dos homens e das mulheres do nosso tempo da consolação do Ressuscitado. Sim, porque há uma consolação para este mundo, nós estamos no novo milênio, a Igreja, o Espírito hoje grita, por meio do nosso Papa, mar a dentro, “vamos a tarefa, vamos em frente, vamos anunciar os que os ouvidos e que os olhos e o coração dessa humanidade anseia, vamos anunciar essa grande alegria, a vitória sobre a morte, o consolo para a dor, a luz para os olhos, a paz para os corações a vitória sobre o mal.

Durante este, no começo deste ano, nós estavámos reunidos, o conselho geral da comunidade, em um momento de oração, o Senhor me fez assim, observar uma coisa que não tenho o costume muito de observar, não é o meu costume. Então estava passando aqui e alguns até, eu já disse para alguns, nós estávamos numa casa reunidos, e de repente, passou um maribondo. Aqueles bem grandões que a gente tem medo, e o ele trazia nas suas garras uma largata muito verde. Como eu dizia já quem assistiu o mundo animal, sabe que estes animais fazem o seguinte: eles inoculam na vítima, na presa um veneno. A primeira ferroada não é para matar, é para imobilizar. Imobiliza e sai, carrega, e leva-a viva e imobilizada como alimento para: colmeia é de abelha. (Não sei como é o nome da colméia para maribondos, na caixa delas). Ela é levada para lá assim.

Mas aquilo que parecia dispersão na minha oração, Deus começou a me falar e a dizer assim: “Está vendo isto? Esta é a agressividade do mundo de hoje. Ele age assim, por meio dos meios de comunicação, por meio das escolas, por meio das famílias, por meio das músicas, por meio dos eventos, por meio da cultura e da mentalidade de hoje, por meio de convites de vida fácil, por meio daquilo que entra pelos nossos olhos, pelos nossos ouvidos, pelos nossos lábios, pelos nossos sentidos, o mundo de hoje, por meio do pecado está assim, agressivo. Ele vai e inocula, e paralisa os meus filhos, os homens e as mulheres deste tempo para depois pouco a pouco destruir a sua vida, se eles não perceberem direito, mas vão sendo mastigados vivos e vão morrendo”. E Ele continuava dizendo, enquanto eu olhava, dizia: pobrezinha da largata, que pena, que coisa né? E esse era o meu pensamento, sentia sincera pena da largata, dizia: não, é a vida, é a biologia, a cadeia alimentar, o eco-sistema, é a força da natureza, dos acontecimentos,é para ser assim mesmo.

Talvez lá sim, mas aqui não, aqui não, por que nós não fomos criados para entrar numa cadeia alimentar da morte do pecado. Fomos criados para a vida, fomos criados para a ressurreição. Precisa se fazer alguma coisa, tu precisas fazer alguma coisa, você precisa fazer alguma coisa, nós precisamos fazer alguma coisa. Não podemos ficar impassíveis porque temos a força de ressurreição de Cristo. Temos a vitória.

Devemos ter uma agressividade positiva muito maior, muito mais poderosa, muito mais eficaz, muito mais fecunda do que a força do mundo, por que CRISTO RESSUSCITOU, SIM, VERDADEIRAMENTE ELE RESSUSCITOU, porque Ele venceu a morte, porque nós não somos destinados ao matadouro, não somos destinados à infelicidade, não somos destinados ao fracasso, não somos destinados à morte.

Nós somos criados, destinados à vida e a vida nos foi dada em Cristo e Ele ressuscitou. Ele é a nossa força, a sua força nos foi comunicada e tu és um batizado e a força de Cristo habita em ti. O poder de Cristo habita em ti, habita em mim e se crermos com todo nosso coração, nosso entendimento, nossa vontade. Com todo nosso sentimento, apesar de nossa fraqueza, se crermos que Cristo ressuscitou dos mortos, que Ele verdadeiramente ressuscitou dos mortos, o mundo verá a manifestação da glória de Deus, o mundo mudará.

O mundo não muda porque eu, você não mudamos, mas se mudarmos, e hoje é o dia da mudança, hoje é o dia que o Senhor nos fez, hoje é o dia que a pedra rolou, e hoje a boa notícia nos foi dada. Hoje o coração das mulheres, e o coração dos discípulos enchem de alegria, e hoje o medo foi expulso, e hoje a morte foi derrotada, e hoje a dúvida foi destruída, e hoje o mal, príncipe deste mundo não foi só julgado, foi destruído, foi confinado porque Cristo ressuscitou e esta é a razão da nossa fé. Porque se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé, mas Ele ressuscitou e nós somos portadores desta notícia, deste fato, deste acontecimento.

A nossa vida, o nosso pensamento, o nosso trabalho, os nossos bens, os nossos sentimento, as potências do nosso ser devem estar voltadas para comunicar ao mundo, para renovar a face da Terra com a força gloriosa, amorosa, magnífica da ressurreição de Cristo, que já transformou muitas vidas a minha e a sua, e transformará muito mais, e enxugará as lágrimas dos seus olhos, enxugará o seu suor.

Se for para esperar quem enviará, muitas vezes ainda sofrerá, mais o seu sofrimento encontrará sentido na ressurreição de Cristo, no consolo de Cristo, ao olhar o brilho dos olhos do mundo que por meio da sua palavra encontrará essa força. O seu suor, o seu sangue encontrará forças novas quando você ver homens e mulheres erguendo-se do pecado, famílias sendo reconstruídas, jovens encontrando a paz, o mundo sendo transformado.

Isso é possível, isso está nas nossas mãos, isso não é um discurso, isto não é uma palavra, isto é a verdade, isto é o evangelho, CRISTO RESSUSCITOU, SIM VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU, e este verdadeiramente é a nossa força é a nossa alegria.

(Por Moysés Azevedo – Fundador e Moderador Geral da Comunidade Católica Shalom
Mantido o tom coloquial
Pregação do Domingo Pascal de 2001 no Retiro da Semana Santa acontecido no Ginásio do Colégio Marista em Fortaleza)


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