Envoltas por ramos verdes brilham com singeleza as velas da coroa. Aos poucos, o roxo vai dando lugar ao rosa, anunciando que o Emanuel está para chegar. A cada semana que passa, o coração dos fiéis se enche de uma alegria expectante porque o Sagrado se faz carne e vem habitar no meio de nós.
Envoltas de deslumbre brilham as luzes da cidade. Aos poucos, os holofotes e a iluminação das ruas e das praças vão se tornando mais intensas. Tão fortes que chegam a ofuscar a vista dos passantes. A cada semana que passa, as árvores de Natal vão se decorando e se enchendo de presentes vistosos, mas algo parece estar fora de lugar. Esquecidos do Sagrado, é como se estivéssemos comemorando uma festa cujo sentido ou razão de existir permanecem ofuscados, quase apagados em memórias distantes. Mas afinal, aonde está a verdadeira alegria?
Me inquieta perceber como tão facilmente nos esquecemos da sacralidade deste tempo de Advento e do Natal do Nosso Senhor. No barulho exterior e interior, nas distrações e trivialidades, vamos trocando a alegria da expectativa da vinda do Messias, pelas belezas efêmeras deste mundo que obscurece mesmo em meio às suas luzes artificiais. A alegria desta terra é passageira.
No barulho da cidade, só percebe o Sagrado quem silencia para ouvir o choro do Menino, e só vive a alegria do Sagrado quem permite que seja acendida em si a luz interior que vem do Alto, que desfaz toda a nossa cegueira.
A alegria do Sagrado deseja habitar em nós!
https://www.youtube.com/watch?v=iVWSbK21idA
