Lucas sorria. Neste momento percebi que muitos estavam escutando a Mãe falar sobre estes acontecimentos tão importantes. Ela que é conhecida pelo seu silêncio na Terra, aqui encanta com seu jeito simples de contar as histórias sobre sua família. Ela continuou:
– Eu não entendia como aconteceria, mas a esperança era tudo que reinava em meu coração. A Escritura se cumpriria ao terceiro dia e o Templo seria reconstruído… como Ele havia nos falado tantas vezes. Os últimos dias foram de dor, mas no dia de Sua Ressurreição, senti a força que vencia a morte e O trazia à vida. O Amor venceu! E nada mais poderia tirar a felicidade que estava em meu peito.
Todos olhavam fixamente para Ela. Eu sabia exatamente como as coisas aconteceram, muitos que estavam escutando sabiam. Mas ouvir da Mãe era algo inexplicável:
– As mulheres chegaram aflitas, gritavam que haviam roubado o corpo do Mestre. Naquele momento entendi o motivo da minha alegria. Mas não falei nada. No momento certo Ele iria se manifestar. Enquanto isso, louvava ao Senhor pela Sua fidelidade. Vivi intensamente cada segundo de Seu sofrimento, viveria eternamente a vitória do Amor, a vitória da vida sobre a morte. Maria foi a primeira que O viu. E O confundiu com o jardineiro. – a Mãe sorriu – Às vezes, ficamos cegos pelo desespero. Ela O reconheceu quando foi chamada pelo nome. Repetiu tanto para mim “Ele me chamou pelo nome, e eu O reconheci!”.
Ela parou de falar e sorriu para a mulher que muito amou. E nos contou mais:
– Quando Pedro escutou que o túmulo estava vazio e que Maria havia encontrado Yeshua, ficou paralisado. João segurou minhas mãos com um olhar questionador. Meus lábios não se abriram, mas ele entendeu o meu olhar e saiu correndo. Pedro foi atrás dele. Eles não viram meu Filho, mas acreditaram no anúncio do anjo e voltaram para casa. Vi a esperança renascer neles. Tinham a certeza de que o Mestre estaria entre nós em breve.
Continua…
Por Maria Angélica
