
É impossível pensar em Maria e não lembrar-se da figura forte e dócil, aconchegante. Como explica Arlete, a mãe de Deus ensina-nos a ir além de nós mesmo, por uma verdade maior do que nós, seu amado filho, Jesus. Mostra-nos, num mundo egocêntrico onde palavras como “serviço” são vistos como ingenuidade ou tolice, a verdadeira doação. O simples fato de ver a flagelação e morte de Jesus de pé, também num sacrifício de amor, mostra a força maternal de Maria em querer amparar seus filhos em meio ao seu próprio sofrimento.
Com alguns testemunhos, Arlene nos apresenta uma Virgem não obstante, que parece manter-se presa aos evangelhos, mas uma Virgem que nos auxilia como filhos e mães no nosso cotidiano: “Maria nos une como irmãos”, diz a pregadora. Nossa Senhora ainda nos molda milênios depois da infância do menino Jesus, de forma pessoal, não apenas através de exemplos, mas intercede e fala conosco, ensina-nos e orienta particularmente. A mulher responsável por ajudar ao Cristo a crescer “em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens (Lc 2, 52).”, que redimiu a humanidade, ainda hoje nos salva ajudando nos a crescer e redimir perante ao Pai.