Formação

Dar testemunho da Verdade

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testemunhar“Os discípulos de Cristo ‘revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade’. ‘Livres da mentira’, devem rejeitar toda maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia, inveja e maledicência” (Cat, 2475).

Jesus se apresenta a nós como a Verdade: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Deus é a fonte de toda verdade, por meio de sua Palavra encontramos a verdade acerca dele e de nós mesmos, cumprindo-se assim o que Jesus afirma: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Nele encontramos a Verdade plena de Deus manifestada ao homem e crendo na Verdade não permaneceremos nas trevas.

Como membros de Cristo, somos chamados a viver e testemunhar a verdade: “Uma vez que Deus é ‘veraz’ (Rm 3,4), os membros do seu povo são chamados a viver na verdade” (Cat, 2465). Aquele que é discípulo de Jesus aprende dele o amor incondicional à verdade: “Seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não” (Mt 5,37). Jesus abertamente condena a hipocrisia dos fariseus e escribas: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, cadáveres e de toda espécie de podridão. Assim também vós: por fora parecem justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23,27-28). A verdade torna o homem cada vez mais semelhante a Deus, fonte de toda verdade. Seria impossível os homens viverem juntos sem a confiança recíproca, ou seja, sem a manifestação da verdade uns para com os outros.

Muitos chegaram ao martírio pelo supremo testemunho prestado às verdades de fé. “O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã, enfrenta a morte num ato de fortaleza” (Cat, 2473). Por exemplo, Santo Inácio de Antioquia manifestou com suas palavras esta fortaleza e fidelidade à verdade, quando foi interpelado a negar a sua fé em Jesus Cristo. Por não negar a sua fé foi dado às feras e desta forma se tornou mártir. Com ousadia afirmava: “Deixai-me ser comida das feras. É por elas que me será concedido chegar até Deus.

“A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa a Sua voz” (GS, 16). Nela se encontra uma lei inscrita pelo próprio Deus, mostrando como melhor agir, amar, fazer o bem e evitar o mal. Com o passar do tempo, a mentalidade vai adquirindo conceitos dos mais variados níveis, podendo distorcer a consciência do homem. “A relação que existe entre a liberdade do homem e a lei de Deus tem a sua sede viva no ‘coração’ da pessoa, ou seja, na sua consciência moral: no fundo da própria consciência – escreve o Concílio Vaticano II – o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer; essa voz, que sempre o está chamando ao amor do bem e fuga do mal, soa no momento oportuno, na intimidade do seu coração: faze isto, evita aquilo. O homem tem no coração uma lei escrita pelo próprio Deus: a sua dignidade está em obedecer-lhe, e por ela é que será julgado” (VS, 54). De qualquer forma, a nossa consciência só se torna reta graças à verdade. É necessário escutarmos a Deus por meio da nossa consciência, meditando os mandamentos que Ele mesmo incutiu no nosso coração e fazermos a sua vontade, escutando dele a verdade. Essa tarefa, por mais difícil que pareça, torna-se possível, pois “o homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la (…) a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda vida segundo as exigências da verdade” (Cat, 2467).

Infelizmente, a nossa consciência nem sempre absorve coisas boas, colhe também conceitos e exemplos errados que agridem a consciência reta, o nosso inconsciente recebe conceitos negativos. Por isso, é necessário utilizar meios que formem positivamente a nossa consciência. O uso dos meios de comunicação social também deve ser bem discernido, pois nem tudo convém a um cristão. “A gravidade da mentira se mede segundo a natureza da verdade que ela deforma, de acordo com as circunstâncias, as intenções daquele que a comete, os prejuízos sofridos por aqueles que são suas vítimas. Embora a mentira, em si, não constitua senão um pecado venial, torna-se mortal quando fere gravemente as virtudes da justiça e da caridade” (Cat, 2484). Inclusive nos meios de comunicação, a sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça. É conveniente que se imponha moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social. Devemos tomar o devido cuidado do que vai formando a nossa consciência para não chegarmos ao ponto de defender uma mentira ou aquilo que vai contra a verdade incutida por Deus em nosso coração.

O homem sempre está em busca da verdade, mas somente em Deus encontrará a verdade plena de quem é Deus e quem ele é. Deve dar testemunho da verdade em nossos atos, palavras e ações, mostrando claramente com nossas atitudes que somos filhos da luz e não das trevas.

Elisângela Alves

 

Formação: Setembro/2009

09.01Este livro, extremamente simples e muitíssimo profundo, foi baseado em palestras que o Moysés proferiu em Foggia, na Itália. O que torna o livro especial, porém, é o fato de que o autor vive o que aqui prega. Sendo ele mesmo um sacerdote não somente em decorrência de seu Batismo, mas também como um autêntico e incansável orante; sendo ele próprio um rei por este sacramento e em decorrência de seu serviço infatigável à comunidade, à Igreja e à humanidade, como alegre expressão do seu celibato; sendo ele mesmo um profeta, ousado, ardoroso e criativo evangelizador, tem grande lastro para dizer o que diz sobre Jesus Sacerdote, Rei e Profeta que se manifesta em nós, batizados, nEle sacerdotes, profetas e reis. Não há como ler “Vós, quem dizeis que eu sou?” sem dar uma resposta vivencial semelhante à de Jesus Sacerdote, Profeta e Rei: “Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade!” Incluindo testemunho de vida do autor.

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