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De corpo e alma, rendi-me à Igreja de Cristo

Gnóstico, curioso e cético, sempre fui muito racional, porém, naquele momento, busquei na razão o que estava acontecendo comigo e não tinha respostas para aquela experiência mística que sentia.

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Olá, meu nome é Alessandro de Araújo Silva, homem, filho de Deus, postulante ao Carisma Shalom. Sou casado com Maria Angélica há 19 anos, pai de Gabriela (17 anos), Arthur (9 anos) e Heitor (1 ano).

Batizado quando criança na Igreja Católica, porém cresci no protestantismo. Com 23 anos, resolvi conhecer a verdade fora das doutrinas protestantes: superficiais à verdade sem mergulho profundo. Sobrevoei seitas africanas, religiões orientais e a maçonaria. Mergulhei fundo nas mitologias, na logosofia e espiritismo, nas teorias conspiratórias, ideológicas, políticas e em vãs filosofias. Lia livros de Dan Brown (agnóstico) e de Paulo Coelho. O livro do Apocalipse embasava minhas teorias conspiratórias. Flertei com a Deep Web: submundo tenebroso e oculto da internet.

Não estudei a Igreja Católica pela lavagem cerebral protestante feita em mim. Em pouco tempo tornei-me gnóstico, sincrético e relativista. A fé em Deus Único se foi: só o conhecimento seria a única verdade.

Por 15 anos nessa gnose, neguei todas as igrejas, religiões e doutrinas, mas não me esquivei de frequentá-las: ao ser convidado, participei para desconstruir a doutrina que pregavam. “Catando” o que me agradava e esvaziando a fé dos mais próximos, inclusive da minha esposa. Ninguém conseguia me evangelizar: estava com 38 anos nessa época e “certo das minhas convicções”.

Até que tive meu encontro pessoal com Jesus e com Maria em julho de 2015, na Basílica de Aparecida participando da Santa Missa. E tudo que era trevas em mim conheceria a verdade em Cristo Jesus.

Meu filho Arthur de quase três anos na época apresentava Transtorno de Espectro Autista (TEA). Chorávamos muito por ele não se comunicar, interagir e agir como uma criança normal. Minha esposa, de fé católica fria por minha causa, pediu para irmos em Aparecida em julho de 2015 e fomos. Para mim era mais uma viagem de família e não o que se tornou: uma peregrinação.

Participando da Missa na manhã de sábado, senti meu coração arder de amor e paz. Sensação maior que tudo que eu já havia sentido em toda minha vida. Era o Espírito Santo me curando!

Gnóstico, curioso e cético, sempre fui muito racional, porém, naquele momento, busquei na razão o que estava acontecendo comigo e não tinha respostas para aquela experiência mística que sentia.

Quando o padre consagrava o Pão e o Vinho, eu só conseguia olhar para Jesus Crucificado e chorar copiosamente. Minha vida passou como num filme ao vivo na memória na fração de segundos.

Contemplando fez-me lembrar: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.” (Jo 3,14-15). Abaixei a cabeça e de olhos fechados, abracei meu filho que no meu colo estava. Senti um manto me envolvendo o corpo e me abraçando, como uma mãe abraça seu filho. Foi a Virgem Maria. Olhando pra Cruz, pedi a Maria que voltássemos pra casa com meu filho falando, barganhando uma cura. E também fiz uma promessa: “Entrego-me a Jesus, à Igreja e a Ti.”

Chorando, olhei para minha esposa sentada e disse: “Voltaremos com Arthur falando, Angélica!” Creio que tenha sido meu primeiro ato de fé concreto pela intercessão da Virgem Santíssima.

Voltamos para casa três dias depois. Sai diferente da Missa. Entrei para a Campanha dos Devotos só por Maria apresentar-me Seu Filho a mim. Chegando em casa, Arthur começou a falar milagrosamente.

De corpo e alma, rendi-me à Igreja de Cristo. Foi um chamado muito forte e pessoal por Jesus e Maria. Tive que ver para crer. O Ressuscitado que passou pela Cruz veio converter-me a pedido de Sua Mãe!

No dia 12 de outubro de 2017, Jubileu de 300 anos da pesca milagrosa da imagem de Nossa Senhora Aparecida, retornei à Basílica para consagrar-me totalmente a Jesus pela Virgem Santíssima.

Eis-me aqui como servo inútil, pecador, vaso de argila e feliz terceiro. Oferto-Te minha alma para que a  desposes, Senhor, pois a Esposa do Espírito, ama-Te com perfeição. Sou todo Teu, ó Mãe! Shalom!


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