Esses são os meus cadernos de oração. Hoje na oração me deparei com a passagem bíblica da qual me recordo ser a primeira vez que ouvi a voz de Deus na Palavra. Decidi então voltar os anos e pegar todos os meus cadernos de oração, desde o vocacional, e enxergar o que neste dia Deus foi me falando a cada ano. A coerência da Voz de Deus é uma característica que sempre me surpreende e hoje nada foi diferente.
Pude então perceber novamente inúmeras motivações que ainda me fazem persistir neste caminho. Apegar-me à Voz de Deus com redobrada confiança, e acreditar que me desapegando de todas as ofertas que já fiz, elevo o meu coração mais uma vez àquele ardor vocacional que está ainda muito preservado dentro de mim.
Tudo isso fez brotar grato louvor por ser acolhido da forma que eu sou, com todas as marcas, alegria e a insistência em sempre permanecer. Há ainda uma confiança muito sincera em Jesus, porque eu decidi entrar em um barco onde Ele estava. Então fui formado, podado, cuidado e por Ele mesmo sempre lançado, certo de todos os sofrimentos e as grandes alegrias que possui a oferta de si.
A Voz de Deus é percebida a partir da intimidade com Ele na oração. Só podemos reconhecer a voz de quem temos intimidade. Talvez ainda esteja um pouco longe de tudo isso, mas a única certeza que tenho é que estou no caminho mais certo. Só assim eu vou aprendendo a me submeter, confiar e saber esperar. Santa Teresa D’Ávila, a grande mestra da oração, me ensinou hoje uma via muito certa – alma procura-te em mim, e a mim busca-me em ti.
Rubens Mota | Missionário da Comunidade de Aliança Shalom em Natal (RN)
