Eu Te olho… e percebo cada detalhe do que fazes, existe um movimento diferente dentro de
mim. “Desejei ardentemente comer esta ceia convosco”, Tu dizes. E instantaneamente meu
coração responde: “Eu também!”.
Mas antes tomas a toalha e Te cinges. Me lavas os pés, pés que trazem o pó de caminhos
que não foram os Teus.
Tomas o pão, tomas o Cálice, Tu os ergue… e me vem a lembrança das Tuas Palavras:
“Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim”. Os meus olhos fixos nessa oferta
parecem já adentrar o Mistério.
Existe ainda um véu, mas é tão fino que me permite entrever a Cruz.
Não é mais uma ceia, existe algo de novo, de recriador. A água que me lavastes os pés
parece também ter lavado os meus olhos. Vejo a Ti!
Com voz forte grito: “Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que Ele fez em
meu favor?!”. Busco palavras para expressar o amor, e então compreendo que no ápice da
gratidão está a oferta.
Uno minha vida ao Teu Corpo, meus sacrifícios ao Teu Cálice e prometo cumprir os meus
votos e promessas. Todo o meu ser se prostra… e o meu coração se ergue para Te adorar
