Institucional

Deus me atraiu através de um boton!

Meu nome é Luís Felipe Torres, tenho 24 anos, sou natural de Brasília e conheci a Comunidade Shalom através de uma evangelização um pouquinho diferente. Eu era espírita desde pequeno, inclusive meus pais casaram no espiritismo, e não tinha nenhum contato com a Igreja Católica.

Trabalhava em um hospital odontológico em Brasília e pegava o ônibus todos os dias com um jovem que trabalhava em um hospital vizinho. Não o conhecia, mas a mochila que ele usava com vários botons me chamava muita atenção, até que um dia resolvi olhar de perto aquele colorido, tudo muito legal. Passei primeiro na roleta do ônibus e fiquei esperando que ele passasse até que, no meio de tantos botons, lembro que só consegui ver um, o que estava escrito, “Shalom”! E eu disse, Shalom? O que é, isso? Questionei.

Na internet, encontrei o site do Comshalom e ali comecei a navegar… ao ver muitas imagens de Nossa Senhora, percebi que era algo católico. Na verdade, “fuçei” várias galerias de fotos e as do Acamps, com muitos jovens sorrindo e concentrados em um mesmo lugar, me fez questionar acerca de onde eles estavam e da alegria que transmitiam, pois do lugar que eu vinha não havia tantos jovens.

Nesse mesmo dia descobri pelo site, o endereço e telefone do Shalom mais próximo de mim, na missão de Brasília. Telefonei, era 9h da manhã, ninguém atendeu, pois, o Centro de Evangelização só funciona por volta das 14h. Porém, na volta do serviço para casa, às 18h30 em certo ponto do trajeto, fui surpreendido! O semáforo fechou e quando o ônibus parou, olhei para a calçada do meu lado direito, quando vi escrito, Comunidade Católica Shalom! Uai!!!… É a mesma figura que vi hoje de manhã no site do Comshalom, a pomba e o sol. Resolvi descer ali mesmo! Sinto que naquele dia, o motorista ao parar na frente do Shalom e abrir a porta do ônibus no semáforo fechado, nesse momento, “Deus estendeu o tapete para eu entrar e mudar minha vida”.

Ao entrar no Centro de Evangelização, fiquei muito desnorteado com tantas pessoas, mas uma irmã da Comunidade da Aliança me acolheu, mostrou a casa, o Projeto Juventude e a capela. Ao participar neste mesmo dia da sua Célula, confesso que achei tudo muito estranho a oração no espírito e as proclamações, mas resolvi me entregar e Deus então, foi me dando um sentimento de pertença daquele lugar.

Frequentei um grupo aberto escondido de meus pais, até fazer o Seminário de Vida no Espírito Santo para universitários, pois na época fazia faculdade, e lá tive minha experiência com o amor de Deus, com o testemunho de um dos palestrantes. Depois, caminhei no meu grupo de oração com muitas dificuldades, pois, não entendia nada da doutrina cristã que tanto falavam nas pregações. Os coordenadores percebendo isso, me convidaram para viver um tempo na comunidade de vida, onde passei três meses sendo catequizado e formado na doutrina. Ali, fiz a primeira eucaristia, crisma e me aprofundei mais na experiência vocacional sentindo o meu chamado à Comunidade de Vida.

Tudo isso foi uma loucura para os meus pais, um escândalo na minha casa. No início, foi muito difícil eles aceitarem essa mudança na minha vida, mas aos poucos, descobriram o que eu tanto buscava na Comunidade e ao mesmo tempo eu os convidava para as missas e as noites Querigmáticas da missão. Começaram a ver que tudo tinha uma coerência e verdade. Hoje são convertidos e participam da missa aos domingos. Foi uma graça de Deus, mas vejo também que minha oferta de vida alcançou minha família, também meus irmãos.

Passei três anos na obra, fiz vocacional em 2016 e hoje estou na missão de Fortaleza como postulante da comunidade de vida e núcleo do Projeto Juventude geral. Costumo dizer que fui evangelizado aos moldes de São Francisco, quando o jovem passou me senti atraído pelos botons! Vale muito a pena deixar tudo!


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