Gravador de voz, papel e caneta na mão. Em cada entrevista, uma oportunidade de evangelizar. Em todos os serviços, a certeza de que minha profissão é dom de Deus e que através dela posso anunciar: Cristo é a nossa Paz. É exatamente assim que me sinto cada vez que oferto a minha vida servindo na comunicação dos eventos da Comunidade Católica Shalom.
Parece cômodo uma jornalista servir entrevistando participantes e artistas do Halleluya ou procurando personagens para as matérias do Renascer. Mas pra mim é somente a certeza de que Deus me dá a comunicação, as técnicas e as estratégias para alcançar os seus filhos. Buscar um entrevistado entre os mais de oito mil participantes de um retiro do carnaval é se deixar ser conduzido por Deus àqueles que precisam ser alcançados pelo Seu amor. E eu, também enquanto repórter, vejo alegria na minha vocação profissional quando sou instrumento da graça do Altíssimo. Não por mérito, mas por Sua própria misericórdia que me escolhe diariamente.
Ser jornalista e olhar nos olhos do entrevistado, ver ali um filho amado, uma ovelha que está em busca do seu pastor, é confiar a entrevista ao Espírito Santo e desejar que da minha boca saiam não somente perguntas por perguntas, mas as palavras de sabedoria necessárias para a evangelização.
Pertencer a Deus é entender a minha profissão, que eu pensava ser apenas um sonho e plano meu, como uma missão evangelizadora. Afinal, “nascemos para evangelizar”. E nesta curta experiência profissional, posso dizer aos contadores, jornalistas, médicos, professores, etc, que o Senhor nos fez assim para sermos ministros e discípulos da paz aonde formos, na empresa que estivermos, no cargo em que ocuparmos. Que possamos a cada dia exercer nossa profissão por amor a Deus e aos seus filhos, nossos irmãos. Que essa verdade sempre encontre espaço no nosso coração.
Por Priscila Macedo