Nesta quarta-feira, 6 de agosto, a Igreja no Brasil é convidada a unir-se à 12ª edição do Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos, iniciativa promovida pela Fundação Pontifícia ACN (Aid to the Church in Need, em portugês “Ajuda à Igreja que Sofre), com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A campanha recorda o sofrimento de milhões de cristãos que, ainda hoje, enfrentam perseguições, violência e restrições por professarem sua fé.
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A data faz memória de um dos episódios mais dramáticos da história recente da Igreja. Em 6 de agosto de 2014, mais de 100 mil cristãos foram obrigados a abandonar suas casas no norte do Iraque após o avanço do grupo extremista Estado Islâmico. Em poucas horas, famílias inteiras fugiram durante a noite levando apenas a roupa do corpo para escapar da morte.
Mais de uma década depois, a perseguição aos cristãos permanece uma realidade em diversas partes do mundo. Em muitos países, homens, mulheres e crianças continuam sofrendo violência, deslocamentos forçados, prisões, restrições ao culto, além de intimidação e assassinatos por causa da fé em Jesus Cristo.
Uma realidade que continua
De acordo com o mais recente Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo, publicado pela ACN, cerca de dois terços da população mundial vivem em países onde ocorrem graves violações da liberdade religiosa.
Segundo a Fundação, a perseguição é praticada tanto por grupos extremistas e organizações terroristas quanto por regimes autoritários. Em países como China, Eritreia, Índia e Irã, cristãos enfrentam restrições crescentes, incluindo fechamento e confisco de igrejas, prisão de sacerdotes e leigos, detenções prolongadas e punições por manifestações públicas de fé.
Além disso, muitas comunidades convivem diariamente com deslocamentos forçados, destruição de suas casas, sequestros, assassinatos de líderes religiosos e casos de conversões e casamentos forçados envolvendo mulheres e meninas cristãs.
“Rezem por nós”
Presente em mais de 140 países, a Fundação ACN mantém contato constante com comunidades perseguidas. Segundo a instituição, apesar das inúmeras necessidades materiais, o pedido mais frequente recebido dessas comunidades continua sendo o mesmo: “Rezem por nós.”
Inspirada por esse apelo, a campanha convida paróquias, comunidades, famílias e todos os fiéis a dedicarem um momento especial de intercessão pelos cristãos perseguidos.
Como participar
A ACN sugere que as comunidades promovam iniciativas de oração ao longo do dia 6 de agosto ou em outra data conforme a realidade pastoral local. Entre as propostas estão:
- incluir uma intenção pelos cristãos perseguidos na Oração dos Fiéis;
- realizar um minuto de silêncio durante a celebração, em solidariedade aos que precisam rezar em segredo para preservar a própria vida;
- promover a oração do Terço e momentos de Adoração Eucarística pela intenção dos cristãos perseguidos;
- divulgar a campanha nas paróquias e conscientizar os fiéis sobre a realidade da perseguição religiosa no mundo.
A iniciativa deseja recordar que a comunhão da Igreja ultrapassa fronteiras e que a oração fortalece aqueles que permanecem firmes na fé mesmo diante da violência, da discriminação e da ameaça constante à própria vida.