Notícias

Dia do enfermo: Deus utiliza da nossa fraqueza para atender os seus filhos amados

Missionária da Comunidade de Aliança conta a experiência de visitar e rezar pelos doentes nos leitos hospitalares.

comshalom

Todos os anos, no dia 14 de janeiro, é comemorado o dia dos enfermos. Data destinada a sensibilizar a população a respeito dos cuidados corporais, psíquicos e espirituais que os enfermos necessitam.

Andrea da Fonte é missionária da Comunidade de Aliança na missão Recife e testemunha a graça de junto ao ministério de Promoção Humana cuidar daqueles que estão nos leitos de hospital.

“O dia do enfermo me faz recordar as visitas semanais que fazíamos aos doentes nos hospitais para ouvir, conversar, rezar e evangelizar e que agora, com a pandemia, estamos impossibilitados de fazer.

No início, ao visitarmos o setor de oncologia do Hospital Oswaldo Cruz, não sabíamos como lidar com tanto sofrimento. Nos dirigíamos aos doentes e seus acompanhantes, sempre com um sorriso no rosto, cumprimentando-os, nos apresentando e iniciando uma conversa mostrando interesse em saber de onde eles eram, pois muitas vezes vinham de cidades distantes. Falávamos sobre a família que tinha ficado em casa e nos colocávamos a disposição para rezarmos juntos por ele e por toda a família.

Com o tempo, já não olhávamos mais para a dor da doença e sim para o estado emocional e espiritual que os doentes se encontravam. Muitos deles nos transmitiam tanta fé e docilidade à vontade de Deus que saíamos da visita reconfortados e melhores do que antes. Outros só queriam conversar e serem ouvidos e os minutos que passávamos com eles eram suficientes para desabafarem e se sentirem melhor.

Certa vez, entramos em um quarto duplo, onde se encontravam duas doentes com duas acompanhantes. Uma delas era uma senhora muito idosa e estava muito angustiada com os gritos da outra paciente, que era uma adolescente especial com retardamento mental muito agressiva. Rezamos rapidamente pela senhora e não víamos a hora de sair daquele quarto tão conturbado, quando a mãe da adolescente nos chamou e pediu uma oração. Ela nos disse que, antes de entrarmos, estava rezando para Santa Madre Teresa de Calcutá pedindo alguém para rezar por ela e por sua filha que estava tão perturbada. Nos dividimos e um irmão foi ouvir e rezar pela mãe enquanto distraíamos a filha para ela se acalmar. No final pegamos, aleatoriamente na sacola, uma revista dentre tantas que levávamos para distribuir. A revista tinha na capa a foto de Madre Teresa de Calcutá e no verso Nossa Senhora das Dores. Era 15 de setembro: Dia de Nossa Senhora das Dores. Foi uma experiência muito forte com a nossa miséria e de como Deus utiliza da nossa fraqueza para atender os seus filhos amados”.


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *