Hoje, dia 8 de novembro, é o Dia Mundial do Urbanismo. O mundo inteiro comemora esse campo de atuação da arquitetura, mas que ao longo do seu desenvolvimento passou a ser também competência das mais diversas áreas de atuação na urbe (cidade), como a ecologia, geologia, geografia, sociologia. Hoje, o urbanismo é tema de diversas pesquisas voltadas para o planejamento, a construção, a organização, o funcionamento das cidades, abrangendo desde o plano diretor para orientar a construção das cidades, até as soluções de mobilidade urbana, utilização de recursos naturais, ocupação do espaço público, etc.
No mundo inteiro, homens e mulheres têm dedicado tempo para estudar e compreender as melhores soluções para a vida humana nas cidades. As cidades são frutos diretos da ação humana sobre a natureza, de forma mais ou menos planejada. Existem diversos fenômenos urbanos, desde cidades planejadas como Brasília e seu “plano piloto”, até favelas como a gigantesca Rocinha, no Rio de Janeiro, construídas sob orientação do caos nascente das necessidades humanas de sobrevivência. O fato é que há muito a se planejar e reorganizar quando falamos das experiências humanas com as cidades. Cada cidade oferece um tipo de experiência para seus habitantes, e é papel dos urbanistas pensar a cidade de modo que ela possa ser funcional e agradável, afinal, a cidade é a nossa casa, e a forma como nos relacionamos com ela influencia diretamente a nossa qualidade de vida.
Nesse dia, em que voltamos nossos olhares para essa disciplina fundamental no mundo moderno, é importante entender que a relação com as cidades possui uma dimensão em via dupla. A cidade deve, sim, oferecer aos seus habitantes espaços urbanos que favoreçam uma qualidade de vida digna, não só em termos de serviço e mobilidade, mas também de experiência estética e lazer. Porém, não podemos esquecer a contrapartida que deve existir. Cada habitante da urbe tem também deveres em relação à casa comum.
Tem crescido no mundo inteiro a preocupação com a qualidade de vida nas cidades e, cada vez mais, têm nascido políticas públicas favoráveis, bons planejamentos e soluções mais eficazes. Os urbanistas têm dado suas contribuições, mas é preciso também que a população busque uma participação mais ativa na construção e organização das cidades, dispondo-se a participar da elaboração dos planos-diretores, das discussões públicas sobre o uso dos espaços da cidade, sobre a vida dentro da urbe. E, além disso, é fundamental que cada cidadão tenha um comportamento ativo de respeito pelas normas da cidade e tenha o compromisso de fazer a cidade ser respeitada. É imprescindível zelar pelos patrimônios públicos e privados, conservar os equipamentos públicos da cidade, manter a limpeza, cuidar do ambiente da cidade em suas leis de ordem pública, barulho, limitação para construção de edificações, áreas de preservação ambiental, etc. A urbe é feita para as pessoas, e ela é a casa de todos.
