Institucional

Encontrando a vontade de Deus, conheci um tesouro: minha mãe

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A partir do momento em que me compreendi filha de Deus, descobri que também era filha de “mainha”. Como assim? Adianto que as obviedades ocultam grandes tesouros.

Eu e minha mãe sempre tivemos uma relação bastante comum. Entretanto, por nossas personalidades antagônicas, muitas vezes eu caia no erro de vê-la aquém do que ela é. Explicando bem: eu me sentia mais mãe do que filha. As vezes era eu quem cobrava, reclamava, disciplinava e até questionava. Trocávamos com naturalidade de papéis e minha mãe virava mais minha amiga do que mãe.

Até que em 2014, as coisas começaram a mudar. Depois de uma experiência irreversível com Jesus Cristo, através de um Seminário de Vida no Espírito Santo na Comunidade Católica Shalom, fui acolhendo com docilidade as transformações do espírito na relação com minha mãe. De imediato, brigávamos bastante pela minha sede em viver a radicalidade evangélica. Dona Waldira reclamava de tudo, principalmente do novo estilo de vida. Depois de muitos embates, percebi que no silêncio do meu coração deixaria o vento de Deus bater sobre nós.

Muita coisa aconteceu. Mas me recordo com felicidade das primeiras obras de Deus na vida de “mainha”. Das idas à missa de modo voluntário, da necessidade de anunciar a Cristo no trabalho, do cuidado com o novo de Deus para mim. Foi, então, que a olhei bem e além. Deus me ensinou a amar os defeitos dela e cuidar com carinho daquilo que precisava dar frutos. Eu entendi que talvez coubesse a mim o papel de ensinar, mas como filha, como também, o papel de aprender, ainda como filha.

Ao encontrar a vontade de Deus, eu conheci um grande tesouro: a minha mãe, com “m” maiúsculo. E é também por ela que eu oferto feliz minha vida. Obrigada, mainha, por primeiro ter dito sim à minha vinda ao mundo. Que Deus seja o centro do nosso amor e Maria o modelo de mulher a seguir. Obrigada por tudo!

Kassandra Lopes
Postulante da Comunidade de Aliança


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