Faaala, diário!
Como você já sabe, eu sou o Guilherme Nery, tenho 20 anos, moro em Guarulhos/SP e sou Vocacionado da Comunidade Católica Shalom.
Bom, diário, hoje eu queria contar um pouco pra você sobre a minha vida durante essa quarentena, afinal tudo mudou e ao mesmo tempo nada mudou (se é que você me entende).
Meus dias têm sido totalmente atípicos durante esse isolamento, afinal, pra quem nunca para em casa num cenário normal da sociedade, ficar em casa 24 horas por dia, 7 dias por semana, tem sido um tanto quanto diferente. Calma, diário, também não estou dizendo que está sendo ruim, só que é diferente, e o diferente nem sempre é ruim, né?
A primeira coisa que mudou foi meu horário de acordar. Para quem acordava às seis e meia, sete horas para dar tempo de ir para o trabalho, acordar “cinco pras oito” até que é um presente, mas pra falar a real eu não gosto muito de acordar nesse horário, porque acordo em cima da hora de trabalhar, ou seja, já abro os olhos e sento em frente ao PC pra começar a labuta, e isso é ruim porque gosto de ter um tempo pra realmente ACORDAR, mas parece que nessa quarentena meu sono está falando bem mais alto…
Mas enfim, diário, então eu acordo e já começo a trabalhar. Ah, eu sou designer gráfico e trabalho numa empresa que desenvolve sistemas de gestão para oficinas de funilaria e pintura (bem específico, eu sei) e nesse tempo estou fazendo o bom e velho Home Office, afinal tenho problemas respiratórios e preciso desviar das ciladas do Corona Vírus, rs. Enquanto começo a trabalhar, vou tomando meu café da manhã porque é a refeição mais importante do dia, né?
Quando chega o meio dia, coloco no Youtube e assisto a missa no LiveSH. Claro, não consigo parar de trabalhar para participar da missa, mas vou ouvindo e rezando simultaneamente. Depois disso geralmente almoço (convenhamos que está sendo muito bom almoçar em casa porque é muito dinheiro economizado envolvido) e volto a trabalhar. Preciso dizer aqui que fazer Home Office não é tão simples quanto parece, por um lado é bom, mas por outro eu preciso ter o dobro da concentração porque em casa as distrações aparecem em proporções bem maiores, ainda mais quanto ao celular, já que a briga é feia pra que eu me concentre realmente no trabalho. Mas no fim tudo dá certo.
Às 17:30 a liberdade canta, diário, e termino tudo o que estava fazendo no trabalho e vou descansar um pouco, mexo um pouco no Instagram ou vou tomar um banho pra dar aquela relaxada. Às vezes me dá a louca também e nesse horário invento alguma coisa louca pra fazer, tipo pegar uma coreografia, me arriscar no lettering, enfim, coisas artísticas, claro, que não podem faltar.
Quando dá sete horas tenho um compromisso marcadíssimo: é hora de ligar pra Mari, que suponho que você já saiba que é minha namorada, né diário? Isso é importantíssimo, hein? Tirar uma horinha do dia, pelo menos, pra sua prometida, pra jogar conversa fora, contar do seu dia, do seu trabalho e vice-versa, etc.
Depois disso minha vida não tem muita rotina, cada dia é diferente, geralmente eu janto e vou resolver algumas coisas do meu ministério (sério, diário, não é fácil coordenar um ministério de teatro e dança, mas é muito bom), ou vou ajudar minhas irmãs a fazer alguma coisa. Quando não tenho nada disso pra fazer, volto a mexer nas redes sociais por algum tempo e depois chega a hora de rezar. Faço a minha oração pessoal, meu estudo bíblico e rezo o meu terço, etc. É claro que não consigo rezar todos os dias durante 2 horas como me é pedido, afinal sou humano e nem sempre estou tão compenetrado na oração assim, e nem consigo rezar TODO SANTO DIA, tem dias que vacilo demais, mas se tem uma coisa que estou aprendendo nessa quarentena é de que eu realmente preciso rezar se não tudo vai por água abaixo.
Depois da oração, às vezes, ainda tenho pique pra assistir alguma série ou ler um livro, ou até mesmo os dois (o que é mais frequente, pra falar a verdade), mas depois de algum tempo já estou com bastante sono, então olho meu celular, respondo as mensagens e vou dormir. Claro que tem dias que mesmo assim ainda não estou com sono, mas como eu trabalho, preciso me obrigar a dormir pra conseguir acordar no dia seguinte, então quando estou sem sono eu geralmente jogo um jogo no celular e a técnica é infalível, em poucos minutos o sono vem.
Enfim, diário, resumidamente estão sendo assim os meus dias nessa quarentena, confesso que nem sempre estou satisfeito com a minha rotina, sempre tenho a sensação de que podia fazer mais (o que é realmente verdade), principalmente quando o assunto é condicionamento físico. Mas, ao mesmo tempo, esses dias estão servindo também como descanso da correria e agitação que eu estava acostumado.
É isso diário, um abraço, fica com Deus e até a próxima.
