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Ser discípula é abaixar-me para que Deus entre no mais profundo da minha alma

Eu, Discípula. Pela força da Ressurreição.

comshalom

No último sábado, ingressei no Discipulado da Comunidade Católica Shalom, missão São Paulo, e, como havia de ser, vi toda a minha história passar diante de mim. Fiz memória das maravilhas que o Senhor fez em minha vida e do abismo da morte de onde Ele me tirou.

Embora eu tenha sido “criada” na Igreja, embora estivesse nas paróquias desde criança, minha experiência mais profunda com Deus ocorreu somente em outubro de 2009, durante o retiro espiritual  Maranatha, promovido pelos Jovens Sarados. Nunca me esqueço desse retiro, do momento de Efusão no Espírito Santo, e a passagem proclamada para mim, em Isaías, 41: “Eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: Nada temas, eu venho em teu auxílio”.

Foi neste dia que comecei a viver a radicalidade evangélica. Tirei meu piercing, deixei de ir para a balada, comecei a participar mais ativamente do grupo de oração. Busquei ter intimidade com Deus por meio de uma vida de oração, do Santo terço, formação. Fui buscar entender o que eram os dons do Espírito Santo, pois, até  então, não tinha familiaridade com a Renovação Carismática Católica.

De busca em busca, cheguei à Comunidade Shalom, em 2012, por meio do retiro espiritual Curados para Amar. Tenho até hoje um bilhete daquele encontro, na qual a missionária que orava por mim e me acompanhava escreveu: “Que você permita que o Senhor continue a Obra Nova que Ele iniciou aqui hoje”. Percebo que Deus já começava a dar sinais sobre seus planos para a minha vida.

Em 2013, participei do Seminário de Vida no Espírito Santo, mas, dois anos depois, passei por um período confuso e  deixei para trás minhas buscas, até mesmo o grupo de oração de que participava. Sentia um grande vazio existencial. Questionava a Deus sobre o sentida da vida, sobre o significado de felicidade, sobre minha missão no mundo, qual o meu lugar aqui.

Ao partilhar todos esses questionamentos com um amigo, ele me devolveu uma pergunta como resposta a todas essas indagações: “O que custa você dar mais um dia da sua vida a Deus e vir fazer o Vocacional?”.

Enquanto orava, sentia como se Deus dissesse a mim que, ainda naquela noite, Ele estava me ressuscitando, mesmo que muitas pessoas não acreditassem mais na minha ressurreição. No outro dia, quando fui visitar uma amiga, ao me ver ela exclamou: “Nossa, como você está bem, alegre, parece até que você ressuscitou!”. Vale lembrar que, naquele ano, o tema do Vocacional era justamente “Ser todo seu. Minha alegria minha paz”.

E esse “um dia”, esse um dia a mais da minha vida para Deus,  trouxe-me a uma vida tão feliz nestes últimos três anos! Trouxe-me até aqui, ao Discipulado, na Comunidade Católica Shalom. Tempo esse que representa, para mim, um tempo de graça, um tempo de unir a vontade de Deus com a minha, um tempo no qual vou aprofundar-me no carisma, na intimidade com Deus, na vida de oração. É também um tempo de autoconhecimento.

Ser discípula é abaixar-me para que Deus entre no mais profundo da minha alma e em todo o meu ser. É ofertar a vida sem medo, deixar ser formada para SER Shalom. Com isso, refletir a face Dele, ser sinal de Deus na vida daqueles que padecem na morte, para que, assim como eu ressuscitei, outros jovens, outros homens e mulheres possam ressuscitar. Reconheço, ao mesmo tempo, que isso só será possível pela graça e misericórdia de Deus em minha vida, pois sem Ele nada sou,  nada posso fazer.

Sou muito grata por cada irmão que me fez enxergar Cristo. Na missa de ingresso, senti-me muito amada por Deus e pela sua misericórdia que me alcança nas minhas infidelidades. Fiz memória do meu retiro vocacional, quando Deus me chamava à Comunidade de Aliança por meio da pregação do Breno Dias, que, atualmente, é o Responsável Local da missão São Paulo, e, uma vez mais, vi as promessas de Deus se cumprindo quando recebi, justamente pelas mãos dele, o meu TAU (*).

E hoje, tomada pela força da Sua ressurreição, desejo que Deus me dê a graça de ter um coração inflamado e determinado para ser uma discípula que corresponde em tudo à Sua Vontade e que cuida daqueles a quem Ele me confia.

 

– Tatiana Menezes de Lima, neodiscípula da Comunidade de Aliança, na Comunidade Shalom, missão São Paulo.

Na foto, com o Responsável Local da Missão São Paulo, Breno Dias.

* Tau – ler https://comshalom.org/sob-o-simbolo-do-tau

O Sinal – Ao firmar sua pertença à Comunidade, o membro da Comunidade de Vida ou de Aliança receberá como sinal visível uma cruz em forma de Tau, símbolo de sua eleição e pertença a Deus e à Comunidade (Estatutos da Comunidade Católica Shalom, 19).


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