Oi, meu nome é Álvaro Gabriel, mas conhecido como Alvinho. Entrei no Shalom com 2 anos de idade através dos meus pais, que gostaram do acolhimento e se encontraram na vocação Shalom. Eles eram conhecidos como os pais do Alvinho, isso foi o que os atraiu como família e eu cresci nesse ambiente católico.
O encontro com Deus na minha infância
Aos 5 anos de idade entrei no primeiro grupo de oração para criança, o “Sementinhas da Paz”, no Shalom de João pessoa, onde conheci o amor de Deus e tive experiências que me marcam até hoje.
Nesse mesmo período, fui para minha primeira efusão no Renascer e tive uma experiência com uma paz profunda em que Deus falava que me amava. Aos 6 anos de idade tive meu primeiro repouso, experiência muito constante em toda minha vida com o espírito Santo de Deus. Desde mais novo tinha o desejo muito grande de rezar em línguas, via as pessoas rezando e elas me perguntavam “Como é Alvinho?”, e eu respondia: “Lalalalá”. E aos 7 anos comecei a orar em línguas.
Participei do “Sementinhas da Paz” até meus 9 anos, momento em que o grupo acabou por algumas realidades. E nesse novo tempo, meus pais continuavam me levando à missa, embora achasse um tédio, e me incentivavam a fazer a lectio divina e a oração pessoal de 15 a 30 minutos. Sinceramente, achava tão difícil ser fiel todo dia, só fazia quando meus pais me diziam para fazer e, muitas outras vezes,
enrolava e não fazia. Mas quando rezava, eles elogiavam e eu ficava feliz porque Deus falava ao meu coração. E nas missas eu era muito disperso queria brincar, correr, dormir, mas meus pais me levavam mesmo assim e só com 6 a 8 anos que era mais consciente e esperava a missa, sabia que ali era Deus; mas não sabia que era tão vivo assim, tão encarnado e tão real.
Com meus 10 anos comecei a servir na liturgia no Shalom. Foi nesse tempo em que entendi a espiritualidade da missa, os milagres eucarísticos e os santos; me interessei muito mais pela Santa Missa, me apaixonei pela Eucaristia e os sinais que Deus dava ao mundo. Como também, pude aprender a me portar diante de Deus, e como Padre Pio tinha essa vida espiritual desde criança, me identificava muito com ele, meu santo de devoção; e assim fui me abrindo a Deus.
Pedi as contas e fui embora: o filho pródigo
Aos 11 anos fui sendo levado pelas más influências – me sentia um santo por estar passando o que os santos passavam por resistir – através do bullying na escola com as pessoas me chamando de “santo” e de “padre”. Diante disso, o inimigo foi achando meios de me cansar e me humilhar, assim fui parando de rezar e comecei a ser levado ao pecado da masturbação e da pornografia. Foi ali onde me entreguei totalmente ao pecado, depois vieram as festas, as bebidas e as danças indecentes e quando vi… Estava perdido! Meus pais tentavam conversar comigo, mas guardava tudo para mim, só dizia que estava tudo bem e ia chorar no meu quarto, porque me sentia inútil, pois muitos não conheciam a Deus e eu conhecia e me sentia indigno.
Comecei a demostrar sintomas de uma possível depressão, a psicóloga da escola me disse isso e não contei a ninguém. Só procurava cada vez mais me esconder e quando percebi o mundo estava sem cor para mim. Cheguei a procurar formas práticas e simples de me matar, e Deus falou ao meu coração, como um grito ensurdecedor: “NÃO!”. Nesse momento senti meu anjo da guarda também presente, comecei a chorar e lembrei que o Acampamento de Jovens (Acamp’s) é um evento muito querido pelos jovens, então prometi a Deus que esse seria meu único feito antes de tentar me matar de novo.
Ao me Ver voltar, num salto se Alegrou e foi me Encontrar
Falei com meus pais e como um milagre fui para o Acamp’s com 11 anos, onde a média de idade era partir dos 15 anos, junto comigo foi meu primo da mesma idade. Era janeiro de 2019, ao chegar na Fazenda Coração de Mãe, local do evento, Deus já me falava: “Tire as sandálias dos pés, porque agora este lugar é santo”. Via aquele céu de fim de dia, tão feliz e renovado parecia que nunca tinha existido tristeza ou dor na minha vida, e me perguntava: “se na terra é assim imagina no céu?”
E assim começou minha nova experiência com Deus, logo depois fui dormir em uma barraca gigante do acampamento com cerca de 50 meninos. Todo mundo calado e eu, que estava sendo transformado pelo Espírito Santo, comecei a contar piadas e a evangelizar. E esse Acamp’s se tornou mais que especial porque conheci uma menina que hoje é minha namorada. Nessa época ela era comprometida, me afastei desde então e ela não ficou no meu grupo de oração após o acampamento.
Tempo de colheita
Logo em seguida, entrei no grupo de oração “São Francisco de Assis”, voltei a servir na liturgia, fui para o Acamp’s de 2020, reencontrei a menina de 2019, dessa vez solteira, e fomos conversando; ela participando e eu servindo, lembramos um do outro e tivemos pessoalmente nossas experiências com Deus.
Mais para frente chegou a pandemia e fomos estreitando os laços através da amizade, conversávamos todos os dias; ela foi um auxílio imenso na minha vida e nos vestígios de feridas que existiam dentro de mim, como a ansiedade, diante das muitas crises. E assim, fomos sendo auxílio um para o outro e acabamos por nos apaixonar, sendo que tínhamos medo de ferir um ao outro seguindo para um próximo passo.
Ainda pandemia rezávamos o terço, conversámos e aquele sentimento foi permanecendo. Rezava para ela voltasse para o Shalom durante esses cinco anos, e no Renascer de 2023 ela voltou, permaneceu firme e declarou que gostava de mim. Depois de todos esses anos, disse que era recíproco o meu sentimento e iniciamos o processo da caminhada na Comunidade.
Fomos tratando de nossas feridas, e em 08 de dezembro de 2023 a pedi em namoro, depois da liberação dos pastores. E na obediência buscamos a santidade juntos, entramos juntos no vocacional neste ano e estamos descobrindo a vontade de Deus para nossas vidas, buscando sempre a santidade. Shalom!
Álvaro Gabriel Azevedo Cavalcante
Vocacionado na Comunidade Shalom.
Reencontro
A experiência com Deus não acaba na quarta-feira de cinzas! No próximo sábado, (17), haverá o Reencontro do Renascer no Centro de Evangelização na Torre às 15h30. A entrada é gratuita e a programação é destinada àqueles que participaram do Renascer e àqueles que não puderam estar nesses dias de retiro. Venha participar!
Reencontro em João Pessoa
Data: 17 de fevereiro
Horário: 17h30
Local: Av. Pedro II, Nº2600, Torre
Entrada: Gratuita












