A minha liberdade não tocaste,
nem pulaste comigo as etapas…
Vi Teu poder e graça forjar mortes
a sonhos de criança, velhas capas,
que a mim protegiam. À Cruz, pouco
a pouco, me levavas… Sim, por Ti,
passou-se a neblina. Vejo, toco,
o caminho que me dás: Dom de Si!
Cessa o tempo da idolatria!
Mais adulto, dou-Te adoração,
junto a Ti, na Cruz, sem rebeldia!
O sangue nas mãos, de velhos estigmas
de oblações aos ídolos, se torna comunhão
contigo, Redentor, que a mim muito amas.
Daniel Junior
