No próximo domingo, 25 de janeiro, a Igreja celebra o VII Domingo da Palavra de Deus. A data, instituída pelo Papa Francisco em 2019 através da Carta Apostólica Aperuit Illis, chega à sua sétima edição com um convite profundo à interiorização: “A Palavra de Cristo habite entre vós” (Colossenses 3,16).
Mais do que uma efeméride litúrgica, este domingo, celebrado anualmente no terceiro domingo do Tempo Comum, busca incentivar o estudo, a divulgação e, sobretudo, o encontro pessoal com Jesus Cristo por meio da Sagrada Escritura.
A Palavra como “morada” e não apenas informação
Ao escolher o trecho da carta de São Paulo aos Colossenses como tema para 2026, a reflexão aponta para uma dimensão existencial da fé. Deixar que a Palavra “habite” significa permitir que ela deixe de ser um texto externo para se tornar uma bússola interna, capaz de moldar desejos, orientar pensamentos e inspirar o testemunho cristão no cotidiano. A proposta é que a Bíblia não seja apenas ouvida durante a liturgia, mas que se torne morada estável na vida de cada batizado.
“Cada cristão e cada comunidade deverão recuperar a primazia da Palavra de Deus. A sua escuta sincera e profunda é um caminho fundamental para que o homem encontre Deus. Quando se abre espaço para a Palavra, cada um descobre que o Verbo de Deus habita no seu coração, como uma semente que, a seu tempo, germina e dá fruto”, escreveu o Pró-Prefeito do Discastério para a Evangelização, Dom Rino Fisichella, no Subsídio formulado para o domingo.
Uma feliz coincidência litúrgica e missionária
Em 2026, o Domingo da Palavra de Deus coincide com duas datas de grande relevância para a espiritualidade católica:
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Festa da Conversão de São Paulo: O encerramento da semana coincide com a memória do Apóstolo das Gentes, que teve sua vida radicalmente transformada pelo encontro com o Verbo encarnado.
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Unidade dos Cristãos: A data marca também o fim da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, reforçando o caráter ecumênico da Bíblia como ponto de união entre todos os que creem em Cristo.
Este alinhamento reforça o caráter missionário da vocação cristã: assim como Paulo, cada fiel é chamado a ser um “testemunho vivo” da Palavra, levando a Boa Nova a todas as pessoas.