O mais belo fruto da cruz, a árvore da vida, é a Ressurreição do Senhor
A Ressurreição de Jesus, no Domingo de Pascoa, é a mais importante celebração de todo o ano litúrgico. Nesta festa, exaltamos a vida que vence a morte e que entra na eternidade de Deus. “Dia sem ocaso que não terá fim como fruto da cruz. O mais belo fruto da cruz, a árvore da vida, é a Ressurreição do Senhor”, define o padre Silvio Scopel, sacerdote da Comunidade Católica Shalom.
A definição da cruz como árvore da vida está presente na Igreja desde os estudiosos e teólogos dos primeiros séculos. Padre Sílvio Scopel explicou que Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São João Crisóstomo já explicavam esse conceito. “A cruz para o cristão é fonte de vida porque, por amor, o Filho de Deus em sua humanidade morreu na cruz. Ao morrer na cruz, Ele deu vida ao gênero humano”, destacou.
O sacrifício de Jesus também transformou a simbologia da cruz. “A cruz para os romanos e para a cultura da época era instrumento de castigo e de morte e passou a ser para os cristãos a árvore da vida”, completou.
Celebrando o mistério de Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo durante a Semana Santa, a Igreja chega à máxima alegria no Domingo de Páscoa. “A máxima alegria que o cristão pode ter é celebrar a Páscoa do Senhor porque significa celebrar a salvação, que gratuitamente nos foi dada por Jesus”, ressaltou padre Sílvio Scopel. Durante a Semana Santa, existe o tríduo (quinta, sexta e sábado santo) como preparação ao Domingo de Páscoa.
Na quinta-feira Santa, celebramos a instituição da Eucaristia e a tradicional missa de “lava-pés”. O sacerdote simbolicamente lava os pés de algumas pessoas para repetir o gesto de Cristo, que, sendo Senhor, fez-se servo lavando os pés dos apóstolos. “Também é lembrada e revivida a Eucaristia, sacramento da presença do Senhor e da comunhão dos cristãos”, explicou padre Sílvio.
A sexta-feira da Paixão é o único dia no ano em que não há a santa missa, mas uma celebração da cruz. “Os cristãos param na sexta-feira da Paixão para adorar a cruz porque ela, que era na antiguidade símbolo da morte e do castigo, foi usada por Jesus para a salvação dos homens. Jesus ao morrer na cruz comunica a vida”, completou padre Sílvio.
No sábado santo celebra-se um grande silêncio. A tradição da Igreja explica que Jesus Cristo desde à mansão dos mortos para anunciar a salvação aos mortos. No Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém para reinar.
