Em meio a correria,
Do faz aqui, resolve ali.
É preciso parar,
Deixar o silêncio falar.
É hora de dormir!
É hora de calar,
Para uma só voz, ouvir.
Fechar os olhos e confiar,
Que tens um pai a te guardar.
Dormir, ato sincero de quem sabe,
Que dali, nada mais lhe cabe!
Que a força do braço nada pode fazer,
E muito menos a razão poderia resolver!
Dormir como José dormiu,
Ouvir tua voz como ele ouviu,
Despertar, e com pressa corresponder,
Como fez José sem tempo perder!
Pés apressados e seguros,
Por saber quem era o Senhor de tudo,
Aquele que no segredo lhe falara,
Era o mesmo que no caminho lhe guardava!
Maria Ávila