
Baseada na mensagem para a Quaresma escrita pelo Papa Francisco onde se fala sobre os “muros da indiferença”, a apresentação continha um coro que acompanhava Jesus durante todo o seu percurso até a sua morte de cruz. Estes seguidores ora sentiam compaixão, ora eram indiferentes ao sofrimento de Cristo, representando a oscilação do coração do homem diante da vontade de Deus.
A Via-Sacra começa a partir do julgamento e condenação de Pilatos e termina com o corpo de Cristo sendo levado ao Sepulcro. Em diversos atos, momentos de meditação eram realizados auxiliando o público a adentrar no sentido da Sexta-feira da Paixão e unir-se as dores de Jesus e Maria.
Com um roteiro e direção feito por Maria Neide, os atores estiveram ensaiando durante um mês para a apresentação. A produção do figurino foi realizada por Mirian Bandeira, os atores trajavam roupas de época. Entre os atos, canções eram entoadas seguidas por danças. A produção musical ficou por conta de Beatriz Cavalcante e a dança por Aryana Fidelis.
Após a apresentação da Via-Sacra, os participantes do Retiro de Semana Santa dirigiram-se para a Catedral Metropolitana de Fortaleza, onde participaram da Celebração da Paixão e Morte do Senhor presidida pelo arcebispo Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, seguida da tradicional procissão do Senhor Morto e o beijo da Cruz.
Por Mayara Raulino
