Comida típica a base de milho, principal ingrediente nessa época. Roupa quadriculada, chapéu de palha, vestido rodado, muita dança. Forró, xote e baião, ritmos que seguem animando os passos das famosas quadrilhas juninas. Na alegria do anarriê e alavantú, todos seguem o passeio na roça, com muita diversão. As fogueiras também não faltam. Acesa na noite do dia 23, elas se destacam por ser a luz principal da festa. Suas brasas e fumaça tem todo um significado religioso nesse cenário.
De acordo coma tradição católica, o acendimento da fogueira significa a comunicação do nascimento do santo. Isabel, sua mãe, prometeu a Maria, que na época encontrava-se gravida de Jesus, que ao nascer o menino mandaria acender uma grande fogueira nas montanhas da Judeia como sinal do acontecimento. Assim, Maria poderia ver a fumaça confirmatória, alegrando-se com sua prima os grandes feitos do Senhor em sua vida.
O precursor
O último profeta, que anunciaria a vinda do Messias, pregou o arrependimento e preparou um povo para ouvir a mensagem da Boa Nova trazida por Jesus.
Filho de Zacarias, sacerdote de grande respeito e Isabel, prima de Maria, aquela que seria a escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus. Sendo eles um casal justo diante de Deus, ambos eram idosos e ainda não haviam gerados filhos, pois Isabel era considerada estéril.
Considerando que nada é impossível para Deus, estando Zacarias, executando suas funções de sacerdote, escolhido naquele ano para oferecer incenso a Deus conforme a lei ensinava, apresentou-se diante dele o anjo Gabriel, que lhe disse: “foi ouvida a tua oração, tua esposa Isabel ficará grávida e o menino se chamará João. Ele será causa de grande alegria para ti e para muitos, pois o menino será cheio do Espírito Santo desde o nascimento e seu ministério será grande”.
João Batista teve uma vida diferenciada, exótica, vivia no deserto da Judéia, na região do rio Jordão, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre, vestia-se de pele de animais, e mantinha uma vida de profunda oração. Habitantes de toda Jerusalém vinham ouvir suas palavras e ali mesmo confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do rio Jordão. Jesus, o Messias, também foi batizado por João.
O santo dessa festa tão famosa fora o primeiro a anunciar o reino de Cristo e foi também o primeiro a sofrer. Foi preso a mando do governador Herodes por suas pregações, pois pregava a verdade e em público, o que acabava denunciando vida desregrada de Herodes em seu governo, como também seu adultério. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. Isso despertou a irá daquela mulher, que buscou o momento oportuno para fazer sua vingança: calar a voz que gritava no deserto.
Chegado o aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé dançou diante de todos e agradou muito o rei, que prometeu realizar qualquer pedido feito pela moça naquele momento. Pressionada por sua mãe pediu ao rei: eu quero a cabeça de João Batista. O rei ficou triste, pois gostava de ouvir as palavras do profeta, mas ordenou que João fosse decapitado imediatamente. Depositada a cabeça de João num prato fora entregue, a moça que a recebeu e levou-a a sua mãe.
Viva São João!
Precursor do Messias recebeu o martírio por anunciar com radicalidade a verdade, sua voz foi calada pela lamina da decapitação, mas sua pregação viva permaneceu nos corações do povo que por ele foi preparado para receber Jesus.
Nessa festa tão esperada pelos brasileiros, em especial pelos nordestinos, muito além das comidas típicas, fogueira e danças, celebramos João Batista, aquele que sem medo preparou os homens para a vinda Jesus Cristo.
São João Batista, rogai por nós!
Jussara Barnabé, missionária da Comunidade de Aliança
