Jovens, não tenham medo de permitir que a Palavra de Deus transpasse o seu coração, perfure o seu coração, rasgue o seu coração. Não tenham medo de sentir a dor da decisão por Deus. Não tenham medo de admitir o próprio erro, mesmo sabendo que uma das maiores dores da alma é ir contra ela mesma.
Não tenham medo de ser como São Dimas, de permitir que suas convicções e história morram para desbravar a nova vida em Cristo, nunca vivida antes.
E agora me dirijo aos que tem atividades na igreja, que são servos e lideres:
Não tenham medo de permitir que a Palavra de Deus, verdadeira e absoluta verdade, transpasse o vosso coração. Não tenham medo de ser como São Francisco, que passou e repassou muitas vezes por sua própria miséria. Ele que em toda sua vida combateu sempre o próprio “eu” para depois se dirigir ao próximo. Ele que mesmo com sua grandeza diante de Deus, não se achava límpido como a água para ser digno de ser sacerdote. Ele que se lançava nos espinhos porque conhecia e admitia suas limitações.
Não tenham medo de rasgar o vosso coração em prol do outro. Lembrem-se: é meu dever amar, é meu dever ser melhor. Não tenham medo de serem frágeis diante de Deus e diante de si mesmo, como diz a palavra “[…] os últimos serão os primeiros, […]”(Mat 20, 16), de serem os fracos que Deus escolheu (ICor 1, 27).
Não coloque nunca os erros e culpas nos outros. Se sua santidade for verdadeira, o amor de Deus sempre concertará tudo sem acusações e condenações. O Amor transforma tudo e é imutável. Olhe sempre para o que diz São Paulo na carta aos coríntios capitulo 13 e compare se suas atitudes são verdadeiramente de amor.
Não digo para pararem de exortar seus irmãos, mas para amarem antes de qualquer palavra que sair de suas bocas. Lembrando que amar é ser paciente, bondoso, não invejoso, não ser ganancioso, não ser escandaloso, não buscar seus próprios interesses, não se irritar, não guardar rancor, é tudo desculpar, tudo crer, tudo esperar e suportar (ICor 13, 1-7).
Prestem muita atenção para não justificarem suas atitudes como “Deus disse…”. Isso se tornou comum e muitas vezes colocam o nome de Deus em vão. Se Deus mandou de fato, suas atitudes dirão por si só na medida em que os frutos dessas nascerem e gerarem transformação e amor.
Há muitos jovens hoje confundindo a radicalidade com agressividade ética e moral. Podemos ver na vida dos santos e do próprio Jesus, a radicalidade do evangelho não elimina as lutas e dores da vida, mas SEMPRE geram amor.
Rasguem seus corações, suas vestes. A evangelização e a revolução começam dentro do seu coração.
Samuel Strazzer, Grupo de Oração Kairós PNSA
São José dos Campos -SP
