Tempo de guerra
Tantos são os amores que distraem.
Amores que vêm, amores que vão.
Uns se parecem com pessoas,
outros já se parecem com coisas.
Amor às riquezas, infantil ilusão.
À glória das vitórias, sutil derrota.
Quanto mais tem, parece que nada possuir.
Mas não desistimos.
Buscamos, cegos, o olhar de outros cegos.
Como pode um guiar o outro?
Palavras são, de um Amor tão simples, e nunca vão.
Ele aproxima-se na Pobreza.
Faz brilhar Sua Glória numa aparente derrota.
Poucos O amam, mas todos O desejam.
O Amor não é amado! É verdade!
Chegou o tempo da verdadeira guerra.
Não a que o filho de Bernadone quis lutar.
Esta é a que o Irmão de Assis ergueu a mão, e
de tocha em punho, gritou para os irmãos daquele tempo:
PONHAIS FOGO NO MUNDO! Lançai os vossos
corações no Amor que os ama!
É tempo de FOGO! É tempo de guerra!
É tempo de amar o Amor!
O Espírito do Altíssimo transformou
em Arauto do Amor Esponsal
O Pobre de Assis
Vinde, irmãos, vinde jovens, vinde amar O Amor!
Por Raí Ranniêr Medeiros
