Desaparecer no Amor
O Amor do Senhor levou João Batista!
Desertos mais profundos o esperavam.
Nele, o Altíssimo fez crescer os Seus sentimentos.
E a criança foi tomando o rumo do aniquilamento.
O Seu chamado era irrevogável,
O Cordeiro quis precisar dele.
O Amor levou-o ao esconderijo de si.
Descobriu que os desertos de nada valeriam,
Se dentro, a vaidade humana brilhasse mais forte
Do que a tão rejeitada humildade, filha da santidade.
Ele escolheu desaparecer no Amor.
Para que no fim de tudo,
Somente o Altíssimo fosse encontrado ali,
Dentro daquele instrumento tão vil e tão fraco.
Tinha morrido para si quando voltou ao povo.
A morte física era só o começo,
Na eternidade sua alma rejubilaria.
As palavras proféticas foram seu último suspiro.
Humildade e santidade!
A força dos grandes se encheram de medo!
Fiel ao Amor do Altíssimo,
Não havia nada que pudesse ser tirado dele.
Era livre. O Amor o libertou de tudo e de todos.
Gritou: “Que Deus cresça e eu diminua!”
Gritou: “Que Deus cresça e eu diminua!”
Enfim, repousou o Profeta do Amor Esponsal!
Raí Medeiros
