Na última segunda-feira, 8, o fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, visitou a missão de Sobral. Em assembleia no Centro de Convenções da cidade, Moysés se reuniu com a Comunidade de Aliança, Comunidade de Vida e Obra Shalom. Mais de 500 pessoas participaram do momento que teve pregação e ainda oração.
No encontro, o fundador recordou a história do início da Comunidade em 1982, antes disso Moysés partilhou como foi sua experiência com Deus e o que permitiu sua perseverança na caminhada foi a contínua vida de oração. “Não tem Shalom quando a gente não reza”, disse. Moysés citou o Evangelho de Mateus 6, 25 (“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”). Em reflexão, disse que o homem que vive para si mesmo é um pobre infeliz.
Na Revista Escuta, o fundador narra um tempo novo para a Comunidade, um pentecostes de amor. Com base nisso, pregou sobre o dom e o poder da oferta. “A felicidade é viver para Deus e para os outros. Eu fui tão amado que eu não quero mais viver para mim mesmo. Eu quero ofertar a minha vida a Deus e aos outros, essa é a dimensão da oferta”, ressaltou Moysés. Foi através da sua oferta há 36 que surgiu a Comunidade. “A nossa vocação é uma vocação de oferta”, finaliza.
Para conseguir viver uma vida ofertada, que olha para o próximo, que se doa e que vive para Deus, Moysés deixou um ensinamento: “Se una a Ele na oração. Jesus vem ao encontro da nossa miséria, se estabelece no meio de nós e vai nos transformando. Nosso Senhor deseja incendiar a nossa relação com Ele, a nossa vida de oração”. Neste mês de outubro, celebramos, como Comunidade, o mês dos Baluartes da vocação, São Francisco de Assis e Santa Teresa D’Àvila, e o caminho de salvação que ambos e todos os santos percorreram foi o da oração.
O Egito
“Muitas vezes não permitimos que a misericórdia de Deus faça todo o trabalho que Ele quer fazer”, disse e citou um pensamento do Papa Francisco: “Para Deus não foi muito difícil libertar o povo do Egito, Ele fez isso com sinais de poder e de amor, abriu o mar vermelho, mas a grande obra de Deus não foi simplesmente tirar o povo do Egito, mas tirar o Egito do coração do povo”, fazendo uma analogia que o velho homem muitas vezes permanece dentro de cada um. Moysés completa: “A sua relação com Deus vai crescer quando você se permitir. O Senhor transforma”.
“O grande Egito é a centralização em nós mesmos, segundo o Papa, isso é uma corrupção espiritual, uma cegueira cômoda onde tudo parece lícito”, disso o fundador. Em tempos de batalhas espirituais, o fundador esclarece: “o problema não é você ser fraco, é você ser amigo da sua fraqueza”, pontua e orienta que o amor de Deus tem o poder de transformar nossa vida.
Unidade e a caridade
Um dos meios que Moysés aconselhou para conseguirmos viver a oferta nesse tempo de novo pentecostes é a unidade. “Tudo sacrifiquem pela unidade. Amados por Deus podemos crescer no nosso amor uns pelos outros”.
O fundador ainda citou Santo Agostinho em um pensamento: “existe em construção no mundo duas cidades: a Babilônia e a cidade de Deus. A Babilônia é construída pelo amor de si e a outra é construída pelo amor de Deus que chega ao sacrifício de si mesmo”. Com isso Moysés pregou sobre a unidade nesse novo pentecostes e que o esquecimento de si mesmo salva e santifica.
“Devemos incendiar, aquecer e iluminar o mundo. Nós não evangelizamos com a força da tristeza, mas com a da alegria”, motivou Moysés ao fazer um convite para Comunidade e Obra saírem para evangelizar em todo lugar. “A alegria do cristão é evangelizar, é a parresia”, finaliza.
A que Deus está lhe convidando?

