
“Naquele tempo, ser santo significava sofrer e ser freira, eu queria ser santa, então, queria ser freira”, contou Emmir, explicando a importância de sempre trilhar o caminho vocacional com um acompanhador, que iluminado por Deus, sempre verá além das palavras. Sua acompanhadora, uma religiosa do seu colégio, conseguiu perceber seu chamado ao matrimônio por trás do seu desejo de ser freira.
Emmir deu “dicas” bem concretas para trilhar esse caminho: Abrir o coração e toda a vida para o acompanhador vocacional e nunca decidir nada sozinho; fazer sempre a Lectio Divina e, a partir da Palavra de Deus, pautar a sua vida de oração e o caminho vocacional. Essa escuta atenta da Palavra dará sensibilidade ao vocacionado de reconhecer a Voz de Deus, a fim de segui-la e não seguir outras vozes.
Emmir tocou em outro ponto muito forte, que é a “Metanoia”: aquela conversão mais profunda, que vai do desejo à ação concreta: “É preciso ter mudança de vida durante o vocacional”, frisou. Sobre a importância da nossa humanidade nas nossas escolhas vocacionais, a cofundadora citou a importância de fazer essas escolhas a partir das áreas mais profundas do nosso ser que são a inteligência e a vontade. Ao contrário, se fizermos escolhas vocacionais a partir da nossa afetividade, imaginação e memória, serão escolhas que provavelmente finitas, já que são as áreas mais superficiais e vulneráveis do nosso ser.
Ao final da palestra, Emmir disse que todo esse processo tem como fim unir nossa vontade à vontade de Deus, dando nosso sim a Ele: “ Uma pessoa que diz Sim a Deus afasta milhares, milhões de pessoas do inferno “
Umbelina Helena
Edição: Emanuele Sales