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Encarnação do Verbo – Solenidade da Anunciação do Senhor

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“Eis que venho fazer com prazer vossa vontade Senhor” (Salmo 39,7)

As palavras deste Salmo são aplicadas pela Sagrada Tradição a Cristo que entra no mundo para resgatá-lo do cativeiro do pecado e da morte. A majestade de Cristo assume nossa humildade e sua força a nossa fraqueza. Para saldar a dívida antiga, “a natureza impassível uniu-se à natureza passível”, ou seja, o Eterno Deus desce, faz-se carne e entra no mundo assumindo a condição de escravo, sem manchar-se com o pecado. Jesus, o Filho de Deus encarnado, elevou a humanidade sem diminuir o divino. Jesus, o Verbo de Deus, esvaziou-se de si mesmo e tornou-se visível e acessível a todos.

Celebrar a Festa da Anunciação do Senhor é celebrar o “fiat” (faça-se) da Virgem Maria que pôs fim a espera de Adão, de Abraão, de Davi, de todos os Patriarcas e profetas e também a nossa, pois estávamos esmagados pela sentença da condenação. Todos suplicavam a resposta de Maria porque é dela que “depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão.”

No Credo Niceno-Constantinopolitano professamos: “…Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: Se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem…”. A Tradição da Fé recebida durante os séculos nos ensina que Maria, a VIRGEM de Sião, concebeu o “Logos” (Verbo) incriado em seu ventre, ou seja, o Filho de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos, se fez carne no ventre da Virgem Maria que o concebeu antes de tudo em seu coração por meio do seu “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Maria torna-se mãe através de seu “sim”. É pela escuta que a Palavra entra nela e a torna fecunda.

Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Encarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério Pascal. Note-se que tradicionalmente a Solenidade da anunciação é celebrada a 25 de março, em 2013 a data cai na Segunda-feira Santa, que tem prescedência. Este ano a comemoração se dará a 08 de abril, segunda-feira, depois da oitava da Páscoa.

Supliquemos a interseção da “Kekaritomene” (a “Cheia de graça”), a fim de que sejamos obedientes e disponíveis a vontade de Deus.

 

Vinícius Cordeiro
Assessoria Liturgico Sacramental

 


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