Se por Ti fui criado,
E se fui em Ti modelado,
Se Tua graça me alcançou,
Se minha alma salvou,
Não deveria eu morrer de amor?
Não deveria eu viver de amor?
Viver ou morrer, Querer ou não querer,
Dar ou receber, ter ou perder…
Quando o contrário deixará de nos rondar?
Quando o Eterno se fará?
Quando terei a alegria de ver a Tua face,
E, enfim, tudo em mim a Ti entregar?
Terei coragem, disponibilidade, liberdade e vontade?
Ou sempre ficarei sonhando com o Eterno,
Como se fosse inacessível?
Como responderei a Ti, Esposo meu,
No dia sem ocaso, em que a eternidade vou tocar?
Como responderei ao Teu chamado, ó doce amado?
Quisera eu apenas dizer fiat, faça-se em mim!
E me perderia no Teu doce olhar,
Enfim, eu Ti e Tu em mim…
Geane Mateus
