No primeiro dia do Festival Capital da Paz, o Projeto Artes da Comunidade Católica Shalom, apresentou o espetáculo O Canto das Irias, que mostra o processo de desfiguração do homem moderno ao perder o sentido da vida, se tornando um ser tenebroso, a íria. Com a distância de Deus, o homem fica à mercê das coisas mundanas.
“O momento mais forte da apresentação foi quando o homem, que era fera, se rendeu ao Amor e passou a servir a Deus inteiramente”.
Cintia Brandão, de 41 anos, moradora do Guará, veio ao Capital da Paz pela primeira vez para prestigiar a afilhada que faz parte da Comunidade.
Já Rodrigo Azevedo, de 25 anos, veio de Taguatinga. Para ele, o que fica de lição do espetáculo é que devemos depositar nossa confiança em Deus. “Quando buscamos a Deus, mesmo com o pecado, ficamos mais perto da felicidade que encontramos nEle”.
O Projeto Artes também apresentou a dança Direito à Dignidade. A coreografia mostra que as diferenças entre as pessoas reforçam a necessidade da dignidade humana. Jessica Ribeiro, de 24 anos, consagrada da Comunidade Shalom, é a responsável pela apresentação. Ela diz que a dança se encaixa perfeitamente para o público de Brasília.
“Aqui é um lugar que reúne diversas culturas, diversos povos e ritmos e possui muitas diferenças. Entre nós mesmos há essa diversidade: eu sou nordestina e há, também, um peruano no corpo de baile, mas juntos somos um só corpo, reunidos pelo amor a Jesus. Queremos mostrar para o nosso público que a nossa capital pode ser a Capital da Paz, mesmo com tantas diferenças. Deus é o nosso centro”.
Mayara Oliveira
