Formação

Estudo Bíblico: Quanto mais obediente por amor ao Pai, mais filha a pessoa se descobre

Daniel Ramos, missionário da Comunidade Shalom na França, conduz o Estudo Bíblico desta terça-feira a partir da Liturgia do Dia.

V SEMANA DA QUARESMA (Roxo – Ofício do Dia)
 
1ª Leitura – Nm 21,4-9 | Salmo – Sl 101, 2-3. 16-18. 19-21 (R. 2) |  Evangelho – Jo 8,21-30

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, amém.

Senhor, nós Te suplicamos, envia sobre nós o Teu Espírito e faz-nos ver com os Teus olhos aquilo que Tu desejas nos revelar hoje sobre o mistério do Teu Filho que vem nos salvar de nós mesmos, do espirito do mundo e do demônio. Dai-nos, Senhor, a graça de sermos teus discípulos, não da boca para fora, mas te servindo até o calvário e até o céu. Envia sobre nós o Teu Espírito, faz-nos viver de Ti, em Ti e para Ti, para o Teu amor e o amor aos irmãos.

Queridos irmãos, vamos continuar nesses dias a meditar no Evangelho de São João, que tem nos acompanhado esses dias de Quaresma, e que tem preparado o nosso coração para viver a semana mais santa dentre todas. A semana que vem já é a Semana Santa. Convido você a abrir a sua Bíblia no Evangelho de São João 8, 21-30.

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São João 8,21-30

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: ‘Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir.’ Os judeus comentavam: ‘Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?’ Jesus continuou: ‘Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados.’ Perguntaram-lhe pois: ‘Quem és tu, então?’ Jesus respondeu: ‘O que vos digo, desde o começo. Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo.’ Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. Por isso, Jesus continuou: ‘Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado.’ Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele. Palavra da Salvação.

Um olhar para além deste mundo

Jesus aqui começa a falar abertamente que não vai ficar ali para sempre, naquele nível de conversa puramente humana, porque Ele não é deste mundo. Ele veio para este mundo a fim de cumprir uma missão, de realizar na Sua carne a vontade do Pai. A Carta aos Hebreus vai “emprestar” a Jesus essas palavras: “Pai, Tu me fizeste um corpo. Por isso eu vos disse: eis-me aqui para fazer a Tua vontade”[1].

Então, o local de realização, o lugar teológico, e por isso que se fala de teologia do corpo muitas vezes também, o lugar teológico da manifestação da vontade de Deus na vida do homem é o seu corpo, é o seu ser inteiro. Por isso Jesus adverte quando Ele percebe que há um certo divórcio ainda entre o ardor da nossa alma e o nosso corpo, quando Ele vê, por exemplo, os discípulos dormindo, quando eram para estar velando com Jesus no momento da agonia. Ele diz: “Vigiai e orai, porque o espirito está pronto, mas a carne é fraca”[2].

Atitudes que voltam o nosso olhar ao essencial

A oração, a vigilância, a penitência, o jejum, todas essas práticas que o Espírito Santo inspira à Igreja há mais de dois mil anos, e tudo isso tem por objetivo coordenar e ordenar as nossas capacidades humanas para o mundo de Deus, para o mundo espiritual. O Verbo se fez carne! Então, nós podemos dizer que a carne tornou-se a carne do Verbo. A natureza humana também se tornou a natureza do Verbo de Deus. O Filho de Deus se fez carne, se fez homem. Carne no sentido do homem inteiro, todo o ser do homem.

Jesus vem nos convidar. Quando Ele assume a carne é em vista de uma missão, para fazer com que a Sua carne faça a vontade do Pai. Ele diz: “Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. Jesus aqui dá o segredo para que a nossa carne seja habitada por Deus: quando eu faço a vontade de Deus na minha vida. Ele nunca me deixou sozinho, porque eu faço sempre o que é do Seu agrado.

Sair da escravidão rumo à verdadeira vida

Na medida em que eu vou me rendendo à vontade de Deus, que muitas vezes é exigente, não porque Deus seja cruel, mas porque a nossa carne é ferida pelo pecado. Por isso que Jesus a assumiu, para curá-la da escravidão do pecado. Na medida em que vou deixando que Jesus vá assumindo também a minha humanidade, todas as áreas do meu ser, eu vou percebendo que esse mundo é transitório, que essa vida passa, que as coisas aos quais às vezes eu me apego com tanta ganância são coisas que podem me deixar na mão no momento em que eu mais precisar.

O Senhor nos convida, como dizemos no início de cada Oração Eucarística, a elevar o nosso coração para Deus. Corações ao alto! O nosso coração está em Deus! O nosso coração sai da lama daquilo que só pode envelhecer e apodrecer, que são as realidades transitórias que nos são dadas para que cumpramos a vontade de Deus e não para que possamos construir a nossa morada, a segurança da nossa vida nelas, nessas realidades transitórias, mas apenas para que nós nos sirvamos delas para cumprir a vontade de Deus.

Alegrar o coração de Deus

Cumprindo a vontade de Deus o meu coração é habitado por Deus. Eu vou alegrando o Espírito Santo, porque São Paulo nos adverte: “Não contristeis o Espírito Santo”[3]. Se eu posso contristar o Espírito Santo, eu também posso alegrá-lo. Eu alegro o Espírito Santo, eu alegro a Deus, e Deus é tão humilde que Ele nos dá essa capacidade de poder alegrar o Seu coração.

Por exemplo, quando Jesus diz que quando um só pecador se converte há mais alegria no céu do que por 99 justos que julgam não ter necessidade de conversão. Então, esse pobre pecador tem a capacidade de alegrar o céu, que é o lugar por excelência da alegria perfeita. É um mistério isso, não é verdade? Deus nos dá a capacidade de alegrar o céu, de alegrar o Seu coração, ao nos submeter amorosamente a Sua santíssima vontade.

Identidade: Somos filhos

Na medida em que a nossa carne, que a nossa natureza humana vai abraçando a vontade de Deus para a nossa vida, isso vai gerando em nós uma profunda identificação com o Filho, porque o Filho faz sempre o que o Pai lhe ordenou. Quando Jesus vai falar de si em relação ao Pai, Ele diz: “Eu faço o que o meu Pai me pediu para fazer. O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou”. Em outras palavras, Jesus identifica a Sua pessoa de Filho à obediência ao Pai. Quanto mais obediente por amor ao Pai uma pessoa é, mais filha no Filho ela vai se descobrindo.

Existe uma relação misteriosa e profunda entre o nosso chamado à filiação divina em Jesus e a obediência à vontade de Deus. Na medida em que eu vou fazendo a vontade de Deus na minha vida, por mais que me custe, eu vou encontrando a minha realização, porque ao me perder por amor eu ganho a minha vida de volta. Deus me devolve a minha vida se eu a perco por amor a Ele.

O valor da vida

E aí Jesus vai dizendo para os judeus: “Para onde eu vou, vós não podeis ir”, e eles sempre com aquele raciocínio puramente humano, perguntam se Ele vai se suicidar: “’Por acaso, vai-se matar?”. O suicídio é um dos pecados mais graves no judaísmo e também, claro para a nossa fé, mas naquela época era um sinônimo quase de um ateísmo.

Aqui não estou julgando quem se suicidou por motivo de doença, porque nesse caso de depressões severas, sabemos que o que causou a morte mesmo foi a depressão, não foi o ato de dar cabo da própria vida. Mas quando é simplesmente uma pessoa que quer dispor da sua vida e acha que não quer mais viver porque não é mais interessante, então é um ato praticamente de ateísmo, porque a pessoa diz: “Não tem nada depois, e quando eu morrer acabou-se. Eu não vou prestar contas da minha vida a ninguém. Então, eu posso acabar com ela, eu disponho da minha vida”.

O início da revelação

Jesus, além de ser chamado de possuído, é chamado aqui como alguém que praticamente vive uma fé independente do próprio Deus, porque, segundo eles, aqui está dando a entender que vai cometer suicídio. Mas aí Jesus explica porque que eles interpretaram assim:

“Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. E aqui Jesus começa a revelar a plenitude do Seu ser, ego eimi, em grego, Eu sou. É o nome que Deus revela a Moisés na sarça ardente.

Moisés pergunta ao Deus vivo que se manifesta a ele na sarça ardente: “Senhor, se o povo perguntar quem é o Deus que me envia, o que vou dizer para eles?”, e Deus diz: “Tu dirás Eu sou me enviou. Eu sou aquele que serei me enviou”.

Existe muita discussão sobre a tradução exata. Em muitas das nossas bíblias está traduzido por Eu sou aquele que é, mas os teólogos exegetas contemporâneos enxergam no Deus da Bíblia aquele Deus que se manifesta na história inteira do povo, Deus que se manifesta cujo espaço de manifestação é toda a história do povo e da humanidade. Então, eles traduzem, é uma tradução mais contemporânea: Eu sou aquele que serei, ou seja, aquele que vai sendo ao longo da história, que vai se manifestando ao longo da tua história, mas nada impede também de você traduzir tradicionalmente Eu sou aquele que é.

Se não acreditais…

O Senhor é o Eu sou. O Senhor é o nome de Deus, Iahweh, Eu sou aquele que é, Eu sou aquele que serei, o nome que Deus revela no Monte Sinai e que se revela aquele que vai viver com o povo. Eu sou aquele que me manifestarei na vossa história!

E aí Jesus pega esses judeus que aqui discutem com Ele de surpresa, e diz: “Se não acreditais que Eu sou, morrereis nos vossos pecados”, em outras palavras, se não acreditardes que Eu sou, ou seja, Jesus se apropria do nome com o qual Deus se revela no Antigo Testamento, revelando que Ele é a revelação de Deus a partir daquele momento, a revelação perfeita de Deus, e Deus sempre se revela libertando. Quando Deus se revela a Moisés é em vista da libertação do povo da escravidão do Egito.

Mas afinal, o que é a liberdade?

Esta história moderna e contemporânea que diz que Deus vem tirar a minha liberdade, isso é do homem ocidental que não entendeu nada, mas o Deus da Bíblia Ele é conhecido como Deus que liberta por excelência, o Deus que dá a liberdade.

O povo de Israel se entendeu como povo de maneira mais profunda após a libertação do Egito, que foi obra do seu próprio Deus, de Iahweh. Deus se revela libertando. Jesus diz: “Vocês só serão libertos dos vossos pecados se vocês perceberem que esse Deus que se revela libertando é que pode libertar vocês dos vossos pecados”.

Eles ainda não estão conseguindo compreender: “Será que Ele está dizendo isso mesmo que estamos escutando? Quem és tu então?”, e Jesus, diz: “O que vos digo, desde o começo”. Vocês se lembram de que o Evangelho de São João começa com essa palavra: “No princípio era o Verbo”, e aqui Jesus diz: “O que vos digo, desde o começo”.

Muitos exegetas dizem que esse começo aqui não é o começo dessa conversinha que eles estão tendo, mas o começo no sentido de princípio, arché ou arque em grego. Desde o princípio da revelação de Deus aos homens Eu estou dizendo quem Eu sou. Ao criar o céu, a terra e o mar, ao criar o homem, ao escolher o povo eleito, desde o princípio Eu estou a me revelar a vocês.

Eles não compreenderam…

“Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo.’ Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai”. Sempre que Jesus revela Deus, Ele revela também o mistério da paternidade divina. Ao se revelar a si mesmo como Filho, Ele revela também o lugar do homem na Trindade.

Claro que esses termos Trindade e tudo mais a Igreja vai cunhar nos primeiros séculos, não estão presentes na palavra de Deus. O mistério está presente, mas a palavra vai aparecendo a partir do II ou III século da era cristã.

Ele tomou sobre si os nossos pecados

Jesus revela o Filho para revelar o lugar do homem com relação a Deus que é Pai. A revelação de Jesus é a revelação de um Deus, que é revelação de um Deus que é amor, de um Deus que é Pai, um Pai que envia e que acolhe de volta. Por isso que quando Jesus ressuscita Ele diz a Maria Madalena: “Ide dizer aos meus discípulos: Eu vou para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus”. Ele não diz o vosso como se fosse tudo igual, porque a filiação de Jesus é única. A nossa filiação é inserida na de Jesus. Por isso que Ele separa: meu Pai e o vosso Pai. Ele é Pai vosso porque Ele é Pai meu, e vocês, vivendo em Mim, terão a Ele como Pai.

E aí Jesus dá o segredo também que vai revelar de uma maneira mais profunda o mistério de seu para a humanidade: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou”. É muito profunda essa frase aqui. Dá para fazer um retiro, uma reciclagem, um retiro de dez dias, em cada palavra, em cada sentido possível: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou”. Já falamos outros dias aqui que Jesus é considerado também como um novo Moisés. Ele é aquele que vem ultrapassar Moisés, o Profeta que vinha após Moisés, profetizado em Deuteronômio.

Moisés, quando o povo pecava pela murmuração, ele cunhou, a pedido do próprio Deus, uma serpente de bronze, e ele elevou essa serpente. Quando o povo era picado pelas serpentes no deserto, aqueles que olhassem pra aquela serpente que estava elevada eram curados e não morriam. Aquilo dali é uma figura do que iria acontecer na própria carne de Jesus. Jesus é esse verdadeiro símbolo que é elevado, e para o qual nós devemos olhar para sermos curados das picadas do pecado, do demônio, cuja imagem muitas vezes bíblica era a da serpente.

Ele pode perdoar as nossas faltas

Ao contemplarmos o crucificado nós conheceremos que Ele é, porque só Deus pode perdoar pecados. De uma maneira intuitiva, quando Jesus diz que tinha perdoado os pecados daquele paralítico que tinha sido descido pelo teto, e o povo diz: “Como é que ele está dizendo que perdoa pecados, se só Deus perdoa pecados?”. Faltou só eles chegarem à conclusão de que ele está dizendo isso porque é Deus.

Apenas ao contemplar o Filho de Deus com a Sua carne crucificada, a única carne inocente, que é desfigurada pelo nosso pecado, ao contemplá-lo eu e você temos uma experiência de libertação dos nossos pecados, e aí nós descobrimos quem é realmente aquele que tem poder de perdoar e de libertar os pecados.

Queridos irmãos, é muito rico, forte, profundo esse tempo no qual estamos adentrando. Nós somos chamados a contemplar o Crucificado, parar de olhar para as nossas próprias feridas, como aqueles gatinhos que ficam lambendo as feridas, e olhar para as feridas de Jesus.

A misericórdia encarnada que acolhe o homem no Paraíso

O exemplo típico é o do bom ladrão, que disse, exortando o outro ladrão: “Nós, pelo menos, estamos sofrendo aquilo que é justo, mas este aí é um inocente. Jesus, lembra-te de mim quando vieres em teu reino”. O bom ladrão viveu o movimento próprio da verdadeira conversão ele justificou Deus e assumiu os seus pecados, e depois pediu para Deus lembrar-se dele.

Só se converte quem assume os seus pecados. Só se converte quem justifica Deus no seu coração. Só se converte quem não fica perguntando: “Porque eu estou sofrendo tanto? O que foi que eu fiz a Deus para merecer tanto sofrimento?”. Merecias-me era muito mais, não é? Mas somos tão cegos que achamos que Deus errou de alguma maneira na nossa vida.

Quebrando a barreira do egoísmo

Ao contemplar o Crucificado eu tiro os olhos de mim mesmo, me liberto da idolatria do meu ego e me centralizo naquele que é, e aquele que é manifesta o seu poder divino, me libertando dos meus pecados e fazendo de mim seu discípulo.

Que o Senhor nos dê a graça de não morrer nos nossos pecados. Senhor, nós Te suplicamos hoje: dai-nos a graça de acreditar que tu és Deus, porque às vezes nos relacionamos contigo, mas pedimos com tão pouca fé, às vezes pedimos perdão com tão pouca fé, que já sabemos que vamos cair de novo nos nossos pecados.

Não acreditamos que estamos diante daquele que é, daquele que é o santo, poderoso, e que é capaz de fazer em mim maravilhas, como Ele fez na vida de Nossa Senhora. Senhor, Tu que fazes maravilhas, dai-me essa fé que salva, para que eu não morra nos meus pecados, e ao Te contemplar elevado o meu ser seja contigo elevado e possamos para sempre habitar na casa do Pai.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado!

Shalom!

Daniel Ramos, Missionário da Comunidade de Vida Shalom na França

[1] Hebreus 10, 7.
[2] Mateus 26, 41.
[3] Efésios 4, 30.


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