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Estudo Bíblico: Se a palavra de Deus não nos interpela, pode ser que estejamos apegados a ídolos

Mas não basta conhecer a nossa própria ignorância para conhecer a Deus, nem basta somente a nossa boa vontade. O quê que precisa, então, para que reconheçamos Deus?

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Olá! Eu me chamo Élica, sou missionária da Comunidade de Vida, com votos perpétuos no celibato, e atualmente moro na missão de Roma. É com muita alegria que venho fazer com vocês a Lectio Divina de hoje!

Vamos iniciar? Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, amém. O Evangelho que vamos ler hoje, o Evangelho da liturgia, é João 3, 7b-15, mas vou ler alguns versículos do Evangelho de ontem para poder situar melhor a nossa narração. Vou começar pelo início de João 3, e depois saltar alguns versículos para chegar ao Evangelho de hoje:

João 3, 1-2: “Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: ‘Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele’”

João 3, 7, que é a resposta de Jesus: “Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,7b-15 – Naquele tempo disse Jesus a Nicodemos: Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito’. Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito’. Nicodemos perguntou: ‘Como é que isso pode acontecer?’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Palavra da Salvação.

Que o Espírito nos guie

Eu não sei vocês, mas sempre que eu leio o Evangelho de João eu tenho a sensação um pouco paradoxal, porque eu experimento uma luz, uma claridade, e de certa forma uma simplicidade muito grande, mas ao mesmo tempo um mistério, uma coisa de escondido.

Por isso, por causa dessa necessidade que nós temos do Espírito Santo para entrar nesse mistério, eu te convido a fazer comigo essa oração. Eu quis ler antes de clamar o Espírito Santo para que essa sensação do não entender também gerasse em nós essa necessidade desse clamor ao Espírito Santo para adentrar na palavra de Deus.

Se você quiser, pode fechar seus olhos e acompanhar essa brevíssima oração, para que o Espírito nos guie. Vem, Espírito Santo, como Nicodemos também nós temos dificuldade de entender a Tua palavra, também a nós é noite, é escuridão. Nós Te pedimos que sejas Tu a nos elevar e a nos introduzir na palavra que meditaremos hoje. Amém.

Antes de tudo, eu queria começar com um fato que acabamos de ver no Evangelho. Nicodemos não chega para Jesus perguntando nada, parece não chegar buscando, mas já chega afirmando: “Rabi, sabemos”. Esse é o primeiro ponto no qual queria chamar a nossa atenção.

O filósofo Hegel diz uma frase muito interessante, que não tive tempo de procurar em português, então faço aqui uma tradução livre a partir do italiano. Hegel diz: “Aquilo que é conhecido não é reconhecido”. No Evangelho nós temos vários exemplos dessa afirmação. Por exemplo, os demônios quando encontram Jesus, dizem: “Eu sei quem tu és, Jesus de Nazaré, tu és o santo de Deus!”[1]. Também os conterrâneos de Jesus dizem Dele: “Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria? Não estão suas irmãs todas aqui entre nós?”[2], e esses exemplos podem iluminar também a nossa vida, porque muitas vezes, pensando em conhecer, nós esgotamos a experiência de Deus e não somos capazes de reconhecer quem Deus é. É essa presunção do conhecimento. Nicodemos diz: “Sabemos”.

O evangelista diz que é noite

É interessante quando o evangelista diz que é noite. Não é jamais por acaso quando o evangelista João nota isso em particular.  É noite, porque Nicodemos tem a presunção de uma iluminação, afirma saber, mas na verdade essa presunção de saber o impede de conhecer, como vimos com essa frase de Hegel, que nos ajuda muito a entender.

Da mesma forma nós. Quando vamos encontrar Jesus na nossa oração, às vezes não com as palavras, quase sempre não com as palavras, não verbalizamos isso, mas podemos com as nossas posturas expressar certo: “Eu já sei. Não há nada que possa me surpreender. Não há nada de novo que eu precise descobrir. Eu já sei”. Essa postura esvazia a nossa oração e faz com que permaneçamos na nossa noite, na nossa treva, e não entre na luz do conhecimento de Deus.

O texto prossegue, porque Jesus não nos deixa na nossa treva, na nossa escuridão! Ele nos tira da nossa presunção nos provocando. É interessante aqui a provocação que Ele faz com Nicodemos: “’Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas?”. Jesus tira Nicodemos do engano do saber, e diz: “Tu ignoras. Devendo saber, tu na sabes. Podendo saber, tendo acesso, tu não conheces essas coisas”. Provocar quer dizer “chamar para fora”. É uma das etimologias possíveis, “chamar para fora”.

Jesus tira Nicodemos de dentro desse seu esquema no qual ele tinha colocado Jesus, dizendo: “Sabemos que tu és Mestre, que vem de Deus”, para colocá-lo numa postura de quem procura, de quem deseja, de quem está aberto à revelação das surpresas de Deus, e essa é a primeira luz que Jesus dá a Nicodemos: “Tu ignoras, tu não sabes”.

Eu acredito que esse é o primeiro aspecto que essa palavra nos diz e que podemos resumir nesse rhema, um joguinho de palavras que talvez nos ajude a recordar: reconhecer que não conheço, para reconhecer. Essa é a primeira coisa que eu acredito que a palavra de Deus nos diz hoje.

Uma realidade misteriosa

Mas não basta conhecer a nossa própria ignorância para conhecer a Deus, nem basta somente a nossa boa vontade. O quê que precisa, então, para que reconheçamos Deus? Vamos ler aqui o versículo 8, que nos ilumina muito sobre isso: “O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. Jesus aqui fala a Nicodemos de uma realidade misteriosa, escondida, invisível, como é o vento – o símbolo do vento fala dessa realidade misteriosa-, mas da qual nos escutamos a voz.

Lendo essa palavra, pensando no contexto litúrgico no qual nós estamos inseridos, eu lembrava as aparições do Ressuscitado, as manifestações do Ressuscitado, sobre a qual nós rezamos na semana passada. É interessante o fato de que Jesus aparece, mas os discípulos não O reconhecem. Em particular em me lembrava da passagem de Maria Madalena, em que vemos Maria que no sepulcro procurava o corpo de Jesus, procurava aquele Jesus que ela conhecera, que ela tinha visto dois dias atrás, e pensando de conhecê-lo ela não consegue reconhecê-lo quando Ele aparece para ela, porque Jesus Ressuscitado é o mesmo, diz a Carta aos Hebreus 13, 8, Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, mas não é nunca o mesmo. Isso é muito interessante compreendermos: Jesus é o mesmo. Deus é sempre o mesmo, mas não é nunca o mesmo.

O Padre Amedeo Cencini diz isso de modo provocador também para nos chamar para fora dos nossos esquemas, como Jesus fez com Nicodemos. Cencini diz: “O Deus de ontem é o ídolo de hoje”. Aquele Deus com o qual nós nos relacionamos ontem, se nós hoje quisermos aquele Deus de ontem, na verdade nós estamos nos apegando a um ídolo. A palavra ídolo quer dizer imagem. Nós estamos nos apegando a uma imagem de Deus, a um ídolo, que não nos fala.

Quando no Antigo Testamento se afirma o monoteísmo, se faz essa diferenciação entre o Deus de Israel e os outros deuses, se diz que tem boca, mas não fala[3]. É interessante isso! Por quê? O que isso tem a ver com essa passagem que lemos? Porque Jesus fala de uma realidade misteriosa, escondida, mas da qual nós escutamos a voz.

Existe uma palavra de Jesus de Deus, que nos interpela, e se a palavra de Deus não nos interpela, não nos desinstala, isso pode querer dizer que na verdade eu estou com um ídolo. Eu não estou me relacionando com Deus, se a palavra de Deus não me incomoda até, me permitam a palavra. Isso pode querer dizer que eu estou me relacionando com um ídolo, que pode ser inclusive a imagem do Deus de ontem, mas não é mais o Deus vivo, o mesmo de ontem, mas não mais o mesmo, aquele que me surpreende, que me tira de mim, que me provoca. A palavra de Deus, além de nos provocar, é viva, e exatamente por isso nos provoca, e é vivificante. No Espírito Santo ela nos gera vida.

Reconhecer para repartir, para partir de novo

Jejus pergunta a Maria Madalena: “Mulher, porque choras? A quem procuras?”[4], e é nesse diálogo de Maria Madalena com a palavra de Jesus, porque ela não reconhece quem ele é. Ela consegue ver Jesus, mas não O reconhece. Podemos dizer que ela está se relacionando só com a palavra. Podemos adotar essa interpretação. Nesse relacionamento com a palavra de Deus Maria Madalena é provocada a dar um nome a sua dor, ao seu choro, ao seu desejo. “Quem procuras?”.

Nesse momento, eu acredito que Maria Madalena se sente pronta a abandonar aquela busca no sepulcro, aquela busca de Deus morto, aquela busca do mesmo de ontem, ou de anteontem, no caso. E ela diz àquele que ela julga ser o jardineiro: “’Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”, eu busco o Deus de hoje, e eu irei buscá-lo onde quer que Ele esteja. Eu não O busco no ontem. Eu não quero me contentar no Deus de ontem. Eu me abro a conhecer esse Deus de maneira nova.

Nesse momento Jesus a chama pelo nome, Maria, e ela reconhece a voz. A realidade misteriosa que naquele momento era invisível aos olhos de Maria, e quando a palavra é escutada, o diálogo com aquela palavra, a experiência de uma palavra dirigida a mim, a escuta do meu nome, me faz reconhecer Jesus e me faz renascer, me faz ressuscitar. Para dizer com as palavras do Evangelho de hoje, me faz nascer do Alto, nascer de novo, dia após dia.

Na Carta Novo Millennio Ineunte[5] existe uma expressão simples, mas muito sugestiva, para dizer isso que estamos falando com todo esse discurso. E aqui também me permitam uma tradução livre, porque o texto em português não expressa tanto a ideia do texto em italiano. Em italiano a expressão é: “Ripartire da Cristo”[6], ou seja, repartir, partir de novo, a partir de Cristo.

Eu procurei em alguns dicionários, em dois, na verdade, e um deles dava essa definição de repartir como um sair novamente para longe. Existia entre as outras de partilhar, dividir, existia também essa definição de sair novamente para longe.

Eu resumiria essa segunda parte para também nos dar um possível rhema, e você também pode criar o seu para resumir toda a nossa Lectio ou uma parte que nos chama mais a atenção! Mas eu resumiria essa segunda parte como: reconhecer para repartir, para partir de novo.

Eu queria antes de me encaminhar para a conclusão só fazer uma observação a nível de filologia, se vocês quiserem chamar assim, num aspecto do texto que infelizmente não vem colocado em evidência, evidenciado, pelo ao menos nessa tradução que tenho aqui em mãos, não sei na que você tem. Como o texto traduz o versículo 7, com essa frase de Jesus que aqui vem colocada nesses termos: “Vós deveis nascer de novo”.

Vós deveis nascer de novo

Quando refletimos sobre isso, mas sobre tantas coisas na nossa vida espiritual, no nosso caminho de santidade, de conversão, observamos, por exemplo, hoje, que a nossa oração não “tá lá essas coisas”, que Deus não está me surpreendendo, que talvez eu esteja me relacionando com um ídolo e não com Deus, que faz tempo que não escuto a voz de Deus dirigida a mim pessoalmente, que faz tempo que não faço experiência da força da Ressurreição.

Isso pode gerar em nós certo desânimo, e aí a palavra nos diz, pelo ao menos nessa tradução: “Vós deveis nascer de novo”. Com razão, diante dessa frase que parece uma ordem de Jesus, nos perguntamos, como Nicodemos: “Como isso pode acontecer? Como é que eu posso me fazer nascer?”. Acho que ninguém nunca se fez nascer, eu tenho certeza disso, a nível natural.

Por isso essa pergunta de Nicodemos e nossa, que surge no coração diante de tantas realidades e diante dessa frase particularmente: “Vós deveis nascer de novo”, é muito justa, eu diria. E aqui nos ajuda o texto original, porque no texto original não se fala de uma norma ou de um dever. O texto grego traz a expressão “dei” (δει), que pode ser traduzida como é necessário, e é usada geralmente para se falar do desígnio de Deus. Quando Jesus, por exemplo, diz: “É necessário que o Filho do homem sofra muito”[7], Ele usa essa palavra, que não expressa um dever, não diz: “O Filho do homem deve”, como um dever, mas faz parte dos desígnios de Deus que o Filho do homem sofra.

Eu queria dizer isso para nós como uma observação, que talvez passa despercebida, e que faz toda a diferença a meu ver, na nossa vida espiritual. Não se trata de um dever, de uma norma. A vida espiritual não se trata, sobretudo, de algo que eu tenho de fazer, que parte de mim. Como acabamos de dizer: “Repartir”, partir de novo de Cristo, porque não se trata de algo que eu possa fazer.

Eu não posso me fazer nascer de novo. Trata-se de um dom, e por isso vemos essa dimensão da escuta da palavra, dessa realidade misteriosa que não está sob o meu controle, essa imagem do vento que não está sob o meu controle, que não domino, não conheço totalmente, mas do qual escuto a voz. Essa escuta é essa acolhida do dom. Não algo que parte de mim, que eu tenho de fazer, mas uma acolhida de um dom de Deus, um desígnio de Deus, de um plano de salvação de Deus na minha vida.

Isso eu acredito que nos anima na nossa vida espiritual, que reconheçamos a nossa incapacidade de nascer de novo, de viver isso, de viver essa vida ressuscitada, de viver essa oração autêntica, de ter essa experiência com o Ressuscitado, de reconhecer Jesus. Realmente nós não somos capazes, é um dom. É um dom de Deus.

É nesse diálogo com a palavra, nessa escuta, que eu sou regenerado dia após dia, que nasço de novo do Alto dia a pós dia. Isso não somente para mim mesma. Esse reconhecimento de Deus, do Ressuscitado, na minha oração, no meu dia a dia, não é uma realidade que eu vivo para mim somente.

Que nós não fiquemos com o ídolo de ontem

Esse saber Deus, esse saber de Deus, não é somente eu saborear Deus. Essas palavras “saber” e “sabor” vêm da mesma raiz. Mas não se trata somente de um saborear. O objetivo da minha oração não é que eu tenha gostos somente. É um fruto também, e o salmista diz: “Provai e vede quão suave é o Senhor”[8], mas o objetivo da minha oração é que eu saia novamente para longe, como dizia o dicionário, que eu parta de novo em missão, partir novamente em missão, que eu saia, que eu não retenha para mim essa experiência que eu tive com o Ressuscitado.

É como diz Jesus a Madalena: “Não me retenhas! Não me retenhas! Não queira que o teu reconhecimento, que o teu saber de Deus seja simplesmente um saborear, que você não venha para a oração só para encontrar a paz, o consolo, mas para dar sabor também à vida dos outros, para anunciar que Cristo Ressuscitou na sua vida! Para ir! Para sair! E partir novamente e anunciar com a sua vida que Jesus Ressuscitou!”. É isso! É vivo! Ressuscitou! E assim dar sabor à vida de muitos que esperam pelo nosso anúncio.

Deus nos abençoe, que Ele nos ajude a viver esta palavra. Que esta palavra pronunciada sobre a nossa vida, essa palavra eficaz de Deus, e se a palavra “vós”, do qual falamos, da qual o texto fala, é um vento, e a minha tradução diz um ruído, mas no texto grego phōnē (φωνή), é voz. Voz é mais do que ruído, mais do que som. A voz, vocês me escutam polque existe um vento, existe um sopro.

Que esse sopro que é a palavra de Deus, cheia do Espírito Santo, nos alcance, nos regenere, nos faça experimentar essa palavra como dirigida a nós, pessoalmente, hoje. Que Deus nos fale pessoalmente hoje. Que nós não fiquemos com o ídolo de ontem, mas que possamos reconhecer o Deus vivo que nos fala hoje, que nos ressuscita, nos regenera, e nos envia para anunciar ao mundo a força da Sua Ressurreição.

Deus abençoe a todos nós! Shalom!

[1] Lucas 4, 34.
[2] Marcos 6, 3.
[3] Salmo 115.
[4] João 20, 11-18.
[5] Carta apostólica novo millennio ineunte do Sumo Pontífice João Paulo II. Ao episcopado, ao clero e aos fiéis no termo do grande jubileu do ano 2000.
[6] Idem. Título Parte III.
[7] Lucas 17, 25.
[8] Salmo 33.irl

Formação: Élica Melo

Transcrição: Irlanda Aguiar


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