Antes da minha primeira experiência com Deus, eu vivia uma vida comum. Ia a escola, passava tempo com a família, me divertia com meus amigos. Apesar de parecer uma vida boa, eu sempre sentia que havia alguma coisa faltando em minha vida. Durante muito tempo isso foi me incomodando e eu percebi o que faltava em minha vida: intimidade com Deus.
Em 2017, fui a um encontro de um grupo de oração da RCC – Renovação Carismática Católica – e, desde então, minha vida deu uma “virada radical”. Comecei a sentir a necessidade de algo maior que eu não sabia, até que, em 2019, fui convidada a pregar o tema “Comunidade” e ali minha vida inteira mudou. Eu sabia que Deus me chamava a uma vivência em comunidade e a entregar tudo que tenho e sou por amor a Ele e ao seu povo. Por amor ao Evangelho. Eu só não sabia onde e nem quando.
Meu ano de 2019 ficou resumido em encontrar o meu lugar no mundo. Visitei algumas comunidades, mas em nenhuma eu, de fato, me encontrava. Já estava cansada e cheguei a imaginar que era coisa da minha cabeça tudo isso.
De repente, como uma luz no fim do túnel, vi alguns jovens na faculdade vendendo picolés com o seguinte argumento “Oi! Nós somos da Comunidade Católica Shalom e estamos vendendo esses picolés pra ajudar nossa missão ir para o CJS!”. Aquilo mexeu comigo. Eu não sabia porquê, eu nem conhecia a Comunidade. O meu contato mais próximo era com as músicas. E justamente por isso decidi ir para o CJS (Congresso de Jovens Shalom): porque eu precisava conhecer a Comunidade.
Chegado o dia da nossa ida para o Congresso, eu estava uma pilha de nervos. Ia para um lugar que nunca havia ido, com pessoas que eu não conhecia e beber de um carisma desconhecido, até então. Muita gente me disse que era uma loucura. Bem, eu chamo de plano de Deus.
Quando vi todos aqueles jovens felizes e em unidade por estarem onde Deus queria que eles estivessem, foi quando meu coração ficou em paz. Antes de ir, minha mãe me abraçou e disse “acho que você se encontrou”. De fato, meu coração sempre esteve no Shalom e descobrir isso no CJS, no berço da Comunidade (Fortaleza), foi a melhor maneira de me encontrar. Hoje, se possível, viveria tudo de novo só pra no final declarar: sou Shalom, sou feliz!