Toda a assembleia pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente. (Dn 13,42-43)
Inocente Susana foi acusada
e suplica a Deus em seu favor,
que suscita um jovem profeta
para defendê-la com o Senhor.
Uma adúltera levada a Jesus,
torna-se pretexto, uma cilada,
uma armadilha pra Te acusar
e pela lei ela seria apedrejada.
“Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, pois estais comigo!” (Sl 22,4a)
Uma inocente, outra culpada,
porém ambas foram acusadas;
Daniel prefigura-Te, Senhor,
e pela Verdade são libertadas.
Jesus anuncia a Boa Nova,
que até hoje é incomparável:
apaga pecado confessado,
acolhe o pecador vulnerável.
Disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” (Jo 8,4-5)
A ferida aberta no homem
pelo inconsequente pecado,
é doença disforme da alma
vivente como um condenado.
Quebra o coração de pedra,
transplanta um coração novo;
o Teu olhar de Misericórdia
encontra na miséria do povo.
Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. (Jo 8,7-8)
E deixas as pedras no chão
por ser Deus misericordioso:
na miséria da vida humana,
tira um bem maior, Esposo!
Jesus, podias me apedrejar,
mas preferes deixar no chão,
as pedras, minhas misérias,
para me estender a Tua mão.
Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. (Jo 8,10-11a)
Quantos motivos de alegria
por não condenar o pecador;
seja homem ou seja mulher,
vem ao encontro por Amor.
Como não viver agradecido
por um Deus que me perdoa?
Cristo Jesus Misericordioso,
hoje confio na Vossa Pessoa!
Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. (Jo 8,11b)
