Participar do Jubileu dos Jovens foi como mergulhar no coração vivo de Jesus Cristo, que é a vossa, a minha, a nossa Igreja Católica Apostólica Romana. Eu recordei e senti com todo o meu ser que a Igreja não se limita a paredes ou estruturas, ela pulsa no próprio Cristo vivo, que caminha conosco, fala ao nosso coração e que se deixava encontrar no rosto e na fé de cada jovem que estava ali presente. Cada canto, cada oração, cada sorriso trocado era como um reflexo do amor de Cristo presente entre nós. Lembrei-me também, que a fé que professamos não é uma tradição distante, e sim, uma realidade viva, atraente e encantadora, capaz de renovar e transformar através da experiência com o amor do Cristo Ressuscitado.

Em cada jovem presente, percebia-se que o próprio Deus já havia plantado o desejo de estar verdadeiramente ali, chamando-nos pelo nome e confirmando em nós o convite de sermos peregrinos da vossa esperança. Eu percebi, eu senti, eu experimentei, eu vivi essa graça. Era visível que nossos gestos, olhares, palavras e até o nosso silêncio expressavam e exalavam a esperança e o amor divino derramados sobre nós. E, mesmo falando línguas diferentes e comunicando de formas diversas, o Senhor Jesus nos concedeu a graça de compreender e ser compreendidos através do idioma mais profundo e essencial: o amor.
Com esse amor, senti-me verdadeiramente um Peregrino da Esperança, a caminhar nunca sozinho, mas junto de irmãos e irmãs de todo o mundo. Essa comunhão fortaleceu a minha fé e renovou o meu compromisso com a Palavra de Deus. E de forma profunda e pessoal, reconheci e assumi o meu chamado de ser igreja, de descobrir e viver minha vocação, de permanecer e reafirmar, com convicção e alegria, que sou Católico Apostólico Romano — e que este é, e sempre será, o meu lugar.
E toda essa experiência — ação de Deus, sentimentos e vivências — o Senhor cravou e confirmou em meu coração de forma muito real, através de um momento que, para mim, foi o mais marcante. 
“Por fim, a minha oração por vós é que possais perseverar na fé, com alegria e coragem!
E podemos dizer: ‘Obrigado, Jesus, por nos amares.
Obrigado, Jesus, por ter-nos amado.
Obrigado, Jesus, por ter-nos chamado’”,
— ao ouvir essas palavras do Santo Padre, senti uma paz grandiosa e inexplicável, pois eu precisava muito, e Deus sabia. E foi o próprio Deus a falar diretamente ao meu coração, confirmando o sentimento de gratidão e a certeza de que Ele mesmo me convidou e conduziu para estar ali, e a permanecer. Cada frase ecoava dentro de mim, enchendo-me de vida, revestindo-me de amor, alegria e a profunda convicção de ter sido verdadeiramente alcançado por Deus.
O Jubileu dos Jovens, ganhou um significado real e vivo diante a minha experiência, testemunho de vida e de tantos outros testemunhos, pois foi um sinal de perseverança, esperança e alegria, o desejo e o querer permanecer em Deus. Foi uma experiência de comunhão que tocou profundamente a minha alma, foi um chamado à gratidão, à perseverança e a viver a fé com entusiasmo e coragem como um verdadeiro jovem de Deus.
Por fim, o Jubileu dos Jovens não foi apenas um evento histórico, mas um encontro de corações amantes e unidos a Deus, que reforçam a beleza da igreja Dele, e o desejo de caminhar juntos como peregrinos da esperança, anunciando e irradiando o mundo com a alegria, amor, paz e esperança do Cristo Ressuscitado que vive em mim, que vive em nós.
Eu sou Peregrino da Esperança.
Marcos Bisneto | Shalom Lisboa – PT

