Celebramos hoje a Exaltação da Santa Cruz, Cristo crucificado e exaltado para a nossa salvação. Para muitos a Cruz pode representar dor e sofrimento, mas é na cruz que Jesus assina a liberdade de toda a humanidade, pois Ele venceu a morte e nos dá vida nova. A Santa Cruz é fonte de santidade e um símbolo da vitória de Jesus sobre o pecado e é na Cruz que provamos o maior sinal do amor de Deus.
A festa em honra a Santa Cruz foi celebrada pela primeira vez em 335, por ocasião de dedicação de suas basílicas constantinianas de Jerusalém, a do Martyrium e a do Anástasis, isto é, da Ressurreição. A dedicação se realizou em 13 dezembro.
A celebração atual tem um significado bem maior que o lendário encontro pela piedosa mãe do imperador Constantino, Helena. A glorificação de Cristo passa através do suplicio da Cruz e a antítese sofrimento-glorificado se torna fundamental na história da Redenção.
Cristo encarnado na sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente a humilde condição de escravo. Assim a Cruz torna-se o símbolo e o compêndio da religião cristã.
A própria evangelização, feita pelos apóstolos é a simples apresentação de Cristo Crucificado. O Cristão, aceitando esta verdade, é crucificado com cristo, isto é, deve carregar diariamente a sua cruz, portando injurias e sofrimentos, como Cristo.
Esta é a razão que fez os mártires cristãos suportarem tão grandes sofrimentos: “A minha paixão está crucificada — escreve santo Inácio de Antioquia antes de sofrer o martírio — não existe mais em mim o fogo da carne. Agora começo a ser discípulo… Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar de uma extremidade à outra da terra. Procuro-o, ele que morreu por nós; quero-o, ele que ressuscitou por nós… Concedei-me que eu seja imitador da paixão do meu Deus”.
“Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”