Institucional

Faço memória de uma história de Amor que perpassa toda a minha vida.

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Olá! Sou Felipe Bezerra, tenho 24 anos, sou vocacionado Shalom em Recife e gostaria de testemunhar um pouco da minha trajetória. Faço memória agora dessa história de Amor que perpassa toda a minha vida.

Sempre percebi o apelo de Deus a uma vida inteira n’Ele e para Ele. Em 2012, fiz parte de um grupo vocacional em uma instituição religiosa na tentativa de responder a este Chamado sempre forte, sempre intenso.

11181187_795203700595798_7543602251546557955_nA incredulidade

Vivi várias experiências de formações e saídas para conhecer as realidades de missão da instituição. E recordo muitos períodos em que tive sentimentos de não pertença, de solidão, vazios, do ardor em evangelizar, mas tudo era muito parado para mim; a inquietação, o desejo de se lançar em algo mais. Mas a dureza de coração não me permitiu escutar e agir mediante a Voz do Amado.

O Senhor sempre arrumava um modo de me dizer que ali não era o meu lugar. Que já bastava. O que Ele tinha pra me dizer já tinha dito. Essa lentidão foi fruto da pouca ou quase nula vida de oração, e do querer conduzir a minha vida por minhas mãos – este, latente no caminho vocacional, nos faz perceber que mesmo “dentro”, ainda queremos ter o controle da nossa vida, na tentativa de reparar os (possíveis) danos. Hoje penso que isso é um preciosismo, autoproteção desnecessária. Depois de muito sofrer e ver que não tinha mais jeito, não era ali o meu lugar, tomei a decisão de deixar o vocacional e me desenganei…

Isso gerou em mim uma falta de fé em relação ao Chamado, a vocação, ao Estado de Vida. Feridas e mais feridas.

A abertura aos traços do Carisma Shalom

Em 2012 a Divina Providência me levou ao Halleluya em Fortaleza. Inexplicável como tudo se deu. Não fazia parte da Obra Shalom – não fazia ideia do que seria uma missão da Comunidade –, só tinha conhecimento das canções, tinha alguns CDs. Até agora nada de perceber a Mão de Deus em minha história. Nesses dias, a Providência foi avassaladora para me tirar da situação pedante em que estava.

Fui porque sabia que era um evento grande e estariam todos os músicos e bandas de que gostava. Não tinha ideia que o cerne do evento, a intenção daquilo tudo tinha uma maior profundidade. Fui também com o intuito do passeio, “bater perna em Fortaleza”, ir a vários restaurantes, locais turísticos e muita diversão. Mas ali existia um vazio… Eu percebia, mas não conseguia dar nome, não tinha forças.

Para o Halelluya, foram comigo duas amigas do grupo de oração que fazia parte. Em uma das idas aos restaurantes tivemos uma conversa. Uma delas escancarou o que eu estava fazendo com a minha vida. Uma escolha de insucesso, pois estava claro que aquilo não era a minha vida, não tinha a minha cara, o meu jeito. Todo o sofrimento que eu estava causando à minha família – que por sinal eu achava por bem estar fazendo, tinha um mister de ataque a eles, pense numa imaturidade! –, todo o sofrimento que estava causando nos outros e a mim mesmo. A partir dali decidi mudar.

Vivi o Halleluya, me identificava com tudo, mas não. Não é isso. Em 2013 fui a JMJ e estava enfurnado, onde? No Halelluya Rio de Janeiro, dentro da JMJ. Atraído, atraído… Na volta da Jornada deixei o vocacional (olha o tempo de sofrimento!). No período que se seguiu eu estava no momento mais nebuloso da minha vida. Não tinha ânimo para nada. O Chamado? Nem pensar!

Vocacional no Shalom é intenso

    A Providência me levou ao Reviver 2014. Para quem não sabe, o Renascer é o evento de Carnaval da Comunidade. Ali, o Senhor mostrou que Suas promessas permaneciam. O Chamado também! Me deu o impulso do retorno. Muitas promessas, muito Amor, restauração.

Comecei a ir ao Shalom quase diariamente! Precisava, ué?! Fazer o quê?! Comecei a fazer parte de um grupo de oração, o Harami = Filhos da Misericórdia. Ingressei no Vocacional Shalom 2014. Não sabia de nenhum aspecto da Vocação. Absolutamente nada. Ferido e fechado coloquei várias restrições em tudo que estava vivendo.

Fui vivendo um ano muito atribulado, sendo arrastado pelo Amor. Percebendo que a minha vida era para ser doada. A sabedoria de Deus foi me socorrendo, me falando e muitas vezes não queria ouvir. Os traços do Carisma iam ficando mais claros para mim, fui percebendo em minha história.  Não. Não é. Não pode ser…

Buscando sempre a superficialidade, pensando também na minha vida (trabalho, faculdade e mania de grandeza), tive a experiência de ser lançado por Deus e pelo meu acompanhador. Eu não tinha zelo e cuidado comigo mesmo. Mas O SENHOR ME QUERIA! Ele me desejava. Com um pouco de permissão de minha parte, fiz experiência na Comunidade de Aliança. Na Comunidade de Vida não queria de modo algum! Fiz a experiência na CV após o retiro de aprofundamento, pois já tinha claro, porém sem aceitar, o chamado à Comunidade de Vida. Até hoje não sei se era para eu ter feito o retiro final, porque fugi do acompanhamento. Mas eu fiz. Neste retiro mais restauração. Mas ainda não tinha chegado o momento. Havia mais obras a serem contempladas.

Percalços e mais percalços. Muito Amor! O ano todo e em tudo o Senhor me falava! Tanta providência que não caberia aqui. Estava tudo aqui dentro. O Senhor me fez contemplar na minha história Seu chamado. É muito belo contemplar, e mesmo ferido, sem forças e depois de ter dito não tantas vezes, me permitir dizer o sim. SIM À VONTADE DE DEUS! SIM A UMA VIDA COM ELE E PARA ELE! Ser pobre já não é tão doloroso. Ter o cuidado com os irmãos. Ter uma Vida Comunitária e de Missão. Estar em Missão. Perder? Para quem tudo ganhou não é nada. O Senhor me deu tudo isso. Me deu Ele mesmo. Posso testemunhar a graça de ser vencido pelo Amor.

Agora é com você

Há detalhes importantes que com certeza esqueci. Mas preciso partilhar, pois há vidas que se feriram em sua história vocacional por algum motivo, seja por um insucesso, problemas de relacionamento, inúmeras situações. Posso testemunhar o Ressuscitado que tudo restaura, dignifica e traz de volta o verdadeiro sentido: uma vida inteira n’Ele é uma vida para e com a felicidade.

Permita que o Senhor cure as feridas em seu coração. Nós não queremos. Queremos fugir. Mas a Sua graça é mais forte, e em mim venceu! Eu posso testemunhar isso. E essa graça me leva a ir além!

Ah! Não posso me esquecer: me chamo Felipe, Filho de Deus, Shalom!

Shalom do Pai!


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