Sábado a noite é dia de Fazendo Barulho e amanhã o assunto é Bioética. E aí ? Você sabe o que é isso? Já ouviu falar no assunto? Bio… o que? Pois eh, a galera do programa já tá super afiada com convidados pra lá de especialistas no assunto,esperando para dialogar com você e esclarecer melhor sobre esse tema tão atual voltado para a dignidade humana.
Pra matar um pouquinho a sua curiosidade, segue um texto super legal sobre Bioética . Que tal , você já preparar sua pergunta e participar amanhã , ao vivo do programa Fazendo Barulho? Na Rede Vida, às 22h30.
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Bioética
É uma ciência nova. Surgiu no contexto dos avanços da Biogenética e da Biotecnologia, com a preocupação de evitar a possível desumanização dos procedimentos oriundos dos laboratórios. Mais exatamente, a Bioética surgiu em 1970 com um livro do americano V. Potter, “Bioética: uma ponte para o futuro”, com a preocupação de mediar o diálogo entre ciências biométicas e ética. Nos seus 38 anos de existência a Bioética já deu grandes passos. Inicialmente ela se centrou mais em torno de quatro grandes princípios: o da autonomia, o da justiça, o da beneficência e o da não maleficência. Com o primeiro se buscava preservar os direitos do “paciente”; com o segundo, os direitos da sociedade; com o terceiro e quarto se procurava preservar o velho princípio de Hipócrates de se colocar ao serviço do bem.
Desde o início a Bioética conseguiu conquistar respeitabilidade tanto face às ciênicas biomédicas. Aos poucos, com os previsíveis desdobramentos, no sentido de irem aparecendo sempre novas coordenadas, a Bioética foi adquirindo um vulto maior. Numerosas publicações, congressos e seminários transformaram a Bioética numa força significativa seja em termos intelectuais, seja em termos de peso sobre as decisões face aos novos problemas levantados pela biotecnologia.
Hoje quem não entende de Bioética encontra-se um pouco à margem das grandes discussões sobre os mistérios da vida.Comissões de Bioética atuam em todas as frentes, o que não significa que sempre o façam do mesmo modo e com os mesmos pressupostos. De fato, não só há várias correntes de Bioética, como também em nome da Bioética se pode estar assumindo posições que não se coadunam nem com o Evangelho, nem com a dignidade humana. Mas, em linha de princípio, a força da Bioética se transformou numa esperança de que nem tudo está perdido.
Segundo o Padre Leocir Pessini , doutor em Teologia Moral pela PUC-SP e provincial dos Camilianos no Brasil ,falar de bioética “é colocar a questão da vida do ser humano no centro, de modo todo particular, mas sem esquecer também o sentido cósmico-ecológico. Hoje, temos um conhecimento que não tínhamos a até poucos anos atrás. O que nos cabe é fazer certas escolhas. O problema é quais valores vão nortear essas escolhas que os seres humanos vão fazer, de tal forma que não neguem o futuro da vida do planeta, que não transformem o ser humano numa mera cobaia de pesquisa, que não neguem a questão da solidariedade humana”.
Fonte: Canção Nova