Durante essa semana, missionários da Comunidade Católica Shalom no mundo inteiro estão honrando os seus compromissos no Carisma. Isso significa que eles estão dando passos ainda maiores em direção a uma “linha de chegada“ séria e definitiva: a eternidade. Mas como mensurar o valor de compromissos tão grandiosos em um mundo cujos valores são temporários e efêmeros?
Primeiro precisamos relembrar o valor da vida humana diante do Criador: o homem foi criado para uma vida com plenitude de felicidade, que consiste na união definitiva com Deus — o único que pode saciá-lo inteiramente. Isso implica dizer que as escolhas humanas devem ter como fim último este encontro de amor entre Criador e criatura. Tudo fora disso é vão, uma vez que sem encontrar o “caminho de volta“, o ser humano se encontra perdido e incompleto.
Sem reconhecer a necessidade das escolhas definitivas, o homem abraça qualquer coisa (e tudo lhe parece bom), mas não o preenche plenamente. Existe aqueles que ainda buscam a realização em outros indivíduos, num ideal romântico que faz parte do imaginário do que viria a ser o ”felizes para sempre da modernidade”.
O resultado é: uma geração de ”príncipes“ e “princesas“ que desconhecem o verdadeiro sentido da entrega desinteressada e fogem da concretude do amor que se compromete. O “para sempre“ tornou-se tão banal quanto o ”se eu sofrer, caio fora“, próprio de quem não entendeu a importância da disposição ao sacrifício, premissa necessária para aqueles que querem bens definitivos.
O segredo para abraçar os bens eternos está em amar de forma magnânima e desinteressada aqueles que estão ao nosso redor e construir uma vida pautada na generosidade e no serviço — assim como Cristo o fez. A oferta total das nossas vidas em vista daqueles que mais necessitam deixa uma herança definitiva nessa terra — que nem as traças, ou os ventos fortes podem destruir.
Reflita hoje: O que Santa Madre Teresa de Calcutá deixou? Pelo quê Santa Dulce dos Pobres é reconhecida? Será que o legado dessas pessoas vai desaparecer com o tempo? E você, o que vai deixar de definitivo nesta terra?
(É sempre tempo de reajustar a rota da vida para o que verdadeiramente importa…)
