
Há quem chegue já com a intenção de procurar um lugar privilegiado em frente ao palco principal. Há outros despretensiosos que querem fazer o reconhecimento da arena e conhecer cada espaço. Não importa se é a primeira ou vigésima primeira vez, o Festival Halleluya marca quem participa.
Foi isso o que aconteceu com as irmãs Socorro, 33, e Fernanda Mota, 29. Elas participam do evento desde 2005. Walmir Alencar e Adriana Arydes eram alguns dos artistas que as duas mais aguardavam quando os shows ainda aconteciam no Parque do Cocó. A expectativa pelas apresentações a cada ano permanece a mesma. Socorro comenta que, quando chega o mês de julho, ela já fica ansiosa para viver os dias de Festival Halleluya.
Socorro partilha que o momento mais marcante de todos os anos é o momento de adoração a Jesus Eucarístico. Segundo ela, a experiência com Deus é um encontro de profunda paz. Fernanda não tem um Halleluya específico que a marca, ela diz que todos são especiais, tanto é que, a cada ano, ela e a irmã retornam.
E elas não voltam sozinhas. Há três anos, trazem a sobrinha Maria Eduarda,12, que se diz contagiada pela alegria das tias. O que a jovem tem de idade, Socorro e Fernanda têm de anos de Festival Halleluya. Eduarda comenta que, assim como as tias, também deseja no futuro trazer as sobrinhas e filhas, partilhando, dessa forma, a alegria que não passa.
Primeira vez no Festival Halleluya
“Eu não sabia o que era o Halleluya”, confessa o jovem Lucas, 16. Participando pela primeira vez do evento, ele resolveu ir sozinho depois que recebeu o convite da ex-namorada. Lucas conta que ficou admirado com o que encontrou. Para ser de Deus não é preciso se privar daquilo que é bom, como videogame, skates, música, alegria, segundo ele. O jovem, que passou um tempo pela religião protestante e depois se afastou, viu no Halleluya uma oportunidade de voltar para os caminhos de Deus.
Jonas Viana