Tocando a Obra pascal na Missão de Santo André
Caminhar com o Ressuscitado que passou pela Cruz traz frutos de vida nova!
Esse trajeto começou no Tríduo Pascal e vem deixando marcas de eternidade em nosso meio. Por isso damos hoje início a breve série ‘Frutos da Ressurreição’, trazendo testemunhos para celebrar os feitos de Deus como Missão Santo André, já caminhando para o fim do Tempo pascal.
A primeira etapa desse caminho passa pelos irmãos da Via Sacra, na Semana Santa Shalom. Nela, Cristo Ressuscitado se manifestou na vida dos irmãos renovando a experiência com Ele, nos sacramentos, na vida de oração, tudo isso e muito mais por meio das artes. Confira agora alguns relatos dos irmãos.
Obra Shalom e a intimidade com Deus
Leandro de Sousa Oliveira, membro de grupo de oração, conta como se sentiu mais próximo de Deus. “Para mim, a via Sacra foi uma renovação total na vida de oração como Obra Shalom. Deus me deu a graça de recomeçar, de me deixar encontrar por Ele”, explica.
Também Mariana Oliveira, Obra Shalom, se sentiu tocada em sua vida sacramental. “A Via Sacra me fez ter uma nova experiência com o sacrifício de Cristo revivido em cada Santa Missa. A graça que experimento na minha vida é de ter um novo olhar e vivência em cada celebração eucarística”, destaca.
Para Daniel Bernardo, fazer parte da via sacra foi um marco: “essa via sacra foi totalmente diferente do que já vivi em meus 29 anos, eu tive um problema que me afastou da vida de oração por uma semana inteira praticamente, até que teve um dia que levantei disposto a fazer diferente, voltar à vida de oração e dar o meu melhor na Semana Maior. Há um ano que eu falo que queria viver muito bem essa semana… E sabendo que a obra do Senhor é perfeita, Ele se encarregou logo de, naquele momento, me convidar para participar através da irmã. Foi um ano bem diferente já que eu não era do Shalom e cheguei em pouco tempo, mas cada vez mais Deus me faz uma imersão no carisma e beber mais disso. Também tive um olhar bem diferente na Via Sacra porque foi feita de uma forma simples e cheia de significado ao mesmo tempo. Foi riquíssima em informação e formação”, conta.
Desafios, combates e gratidão: movimento espiritual e humano que faz crescer e que rende corações
Carol Gobira, consagrada da Comunidade de Aliança, relata frutos especiais de sua vivência nas artes este ano. “Essa Via-Sacra foi, para mim, profundamente especial. No início, foi um verdadeiro combate interior: a todo momento eu precisava lutar contra mim mesma para não desistir. Nada parecia como nos outros anos. Não havia o mesmo cansaço físico, não havia o Cristo marcado pelo excesso de dor visível… e isso me desconcertava. A imagem de um Cristo glorioso me inquietava porque, dentro de mim, ainda havia a expectativa de encontrar apenas o Cristo que sofre. Faltava-me o olhar capaz de reconhecer que Aquele que se entrega na humanidade é o mesmo que permanece, eternamente, no seu lugar de glória.
Aos poucos, porém, especialmente nos últimos ensaios, algo foi se abrindo em mim. Eu comecei a entrar, de verdade, no mistério. Deixei de resistir e me permiti viver.
O ápice da minha experiência aconteceu na doxologia. Ao olhar ao redor, vi todos profundamente recolhidos, imersos em oração… e percebi que eu também estava. Já não havia encenação. Em nenhum momento encenamos. Em cada estação, o que vivemos foi oração, uma oração encarnada, silenciosa, verdadeira… Sinto que não é possível traduzir plenamente em palavras o que foi vivido. Mas guardo a certeza de que, neste ano, experimentei a Via-Sacra mais simples… e, ao mesmo tempo, a mais profunda que eu posso me lembrar”.
Já para Adriana Amador, consagrada da Comunidade de Aliança, a experiência de dar o melhor de si a Deus e aos outros pelo canto passou por desafios, mas foi enfim instrumento de amor. “Essa via sacra para mim foi um grande desafio vivido como consagrada e como musicista. Alguns acordes tiveram que ser explorados, o que me fez sair do comodismo. Pedi muito a Deus que concedesse a todos que me ouvissem a graça de mergulhar na experiência de Jesus no Getsêmani: “Eli, Eli, Lama Sabactani” e, assim, adentrassem nesse mistério”, afirma.
Michele Silva, também consagrada da Aliança, traz em si a alegria de servir como família por meio das artes. “Essa Via Sacra foi profundamente marcante para mim, pois fui tocada de forma muito especial, impactada pela vida e testemunho dos irmãos. Além disso, nos fez reviver momentos muito especiais em nossa vida, de cerca de 20 anos atrás, quando eu e meu esposo participávamos das encenações no grupo de jovens. Foi por meio de uma via sacra que eu e o Thiago nos aproximamos e começamos a nossa história. Foi como revisitar memórias cheias de significado e perceber o quanto Deus sempre esteve presente em cada etapa… E marcante também por viver com a nossa filha, Maria Cecília. Levo tudo isso no coração, com muita gratidão!”, recorda Michele.
E é também com igual gratidão que louvamos ao Senhor por tanto amor e generosidade. Simples, humilde e de um poder eficaz que transforma vidas.
Em nossa continuidade da série, vamos nos alegrar com o testemunho dos irmãos que deram mais um passo dentro vida consagrada aos moldes Shalom dando frutos de ressurreição e amor. Confira abaixo:
https://comshalom.org/frutos-da-ressurreicao-o-louvor-pascal-dos-eleitos/
Silvia Cunha
Discípula da Comunidade de Aliança
Missão Santo André (SP)
