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Fui em missão: Parti rumo ao desconhecido e conheci a verdadeira alegria da oferta

“Meu Deus, o Senhor me deu tudo isso então existe um sentido, não posso duvidar, pelo contrário, eu preciso mesmo disso, eu preciso desse tempo”.

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Eu estive em missão durante um ano na cidade de Imperatriz, segunda maior do Maranhão. Me lembro que quando cheguei na missão uma pessoa me disse: “Amanda, você vai ser muito feliz aqui, muito feliz”. E eu realmente posso resumir esse um ano em alegria. Alegria de estar na vontade de Deus, de ser d’Ele, de mergulhar em Seus mistérios e de poder tocar nos Teus planos para minha vida. Eu fui muito surpreendida, muito amada e muito cuidada por Deus durante esse tempo. Antes de partir em missão fiquei na dúvida, porque era necessário deixar muitas coisas, as pessoas, o trabalho. Mas eu deixei para partir em missão “rumo ao desconhecido”, pois eu ouvia falar, mas não sabia de fato como seria.

Entrar na rotina da comunidade de vida e viver esse novo da vida missionária, num outro estado, foi algo grandioso. O meu coração se preencheu, porque tudo fazia sentido, até os sofrimentos faziam sentido. E falar da missão sempre gera no meu coração muita gratidão. Gratidão a Deus por tudo que vivi, pelas pessoas que conheci e que hoje fazem parte da minha vida, pela providência, pela Obra Shalom Imperatriz, pelos meus irmãos de casa, enfim, por tudo. Eu costumava dizer que conhecê-los foi um grande presente de Deus. Se eu tivesse dito “não” para Deus, teria perdido a oportunidade de tocar na vida de pessoas tão especiais e na Sua vontade de forma tão concreta. Foi um tempo muito intenso, mas um tempo muito feliz.

Foi muito desafiante estar longe da minha família, dos meus, mas Deus cuidou de tudo, me amou, me sustentou e ver a Sua fidelidade foi uma grande graça. A graça da vida de oração, da missa, de ter uma capela dentro de casa, e diante dos sofrimentos que ia enfrentando na missão eu olhava e falava assim: “Meu Deus, o Senhor me deu tudo isso então existe um sentido, não posso duvidar, pelo contrário, eu preciso mesmo disso, eu preciso desse tempo”, então tudo foi ganhando forma, ganhando sentido. Quando chegou a hora de me despedir eu pensei: “Meu Deus, não quero deixar esse povo”, mas era o tempo. Deus me deu um tempo necessário para viver a missão, viver tudo aquilo e retornar. É tudo muito intenso, acho que a gente não consegue expressar em palavras tanta graça. Eu fui realmente muito feliz na missão.

Amanda Morais

Missionária da Comunidade Aliança Shalom


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