Shalom

Grupo de Oração: O que me faz permanecer

Depois da porta estreita, existe um caminho estreito.

Qual a sua motivação para permanecer em um grupo de oração? Falo em permanecer porque chegar pela primeira vez, dispor-se a conhecer algo novo, reunir vontade e atitude, embora exija algum esforço, não é das tarefas mais difíceis. O desafio é a perseverança. Depois da porta estreita, existe um caminho estreito.

Lancei essa pergunta ontem a meu grupo, durante aquela noite chuvosa. O que é que nos faz sair da comodidade de nossas casas? Ou, ainda, atravessar a cidade depois de um dia exaustivo de trabalho?

 

Para o médico Hugo Eduardo Praxedes, a resposta é clara. “Quero ter a experiência dos primeiros cristãos, como descrita em Ato dos Apóstolos, vivendo a comunhão com Deus em comunidade, vivendo a graça e a beleza da Unidade”, diz.

 

Opinião semelhante à da médica Cynthia Melo. “Diante das dificuldades, posso até me ver atravessando o deserto, mas sei que não estou sozinha. Se por um momento minha fé estiver mais fraca, se a luz ameaçar apagar,  a chama forte do meu irmão vai me aquecer também. Em outro momento, sou eu que darei forças a ele, pois essa é uma caminhada complementar”, reforça.

 

A professora Aline Krachevski também comenta o benefício da intimidade com Deus por meio de uma pequena comunidade. “Deus se manifesta de modo muito particular quando oramos juntos. Estar aqui é viver aquilo que Paulo tanto motivava”.

 

Para a master coach Murielle Brito, o benefício da oração comunitária justifica todo o esforço. “O grupo de oração me expõe a uma graça comunitária e carismática, me mantém vinculada ao carisma Shalom e alimenta a minha alma. É muito bom viver essa experiência ao menos uma vez por semana. Não quero permitir que essa cidade imensa e agitada me engula”.

 

A médica Mariana Monteiro conclui que a vida com Deus fica completa. “Não podemos ficar esperando ter vontade de ir até o grupo de oração. Às vezes o trânsito está lento e temos mil afazeres nos esperando. É uma questão também de disciplina, assim como a vida de oração exige. Além disso, gosto muito dos momentos de partilha e dos amigos que fiz. Isso me fez perceber que Jesus também aproveitava momentos assim, ele também adorava estar entre amigos”, diz.

Quanto a mim, comentei com o grupo que no último domingo fiquei bastante emocionada durante a proclamação do Evangelho. Dessa vez, não exatamente porque Jesus curou mais um cego e sua misericórdia é infinita, mas porque aquele homem começou a segui-lo pelo caminho. Ele não precisava ter feito isso. Não foi uma exigência, não foi sequer um convite. Foi espontâneo, foi natural. É como se… como se fosse o mínimo a ser feito, ou o óbvio.

 

Um dia tive uma experiência com Deus. Senti-me amada como filha. E mais tarde descobri que essa experiência poderia ser alimentada dia após dia, de modo a crescer e a continuar crescendo, sem cessar, sem limites. Ficamos íntimos. Tornei-me sua amiga. Minha permanência é a resposta de um coração grato. É a única resposta que eu posso dar.

E qualquer sacrifício é pouco a quem deseja dar tudo.

 

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Saiba mais sobre os grupos de oração da Comunidade Católica Shalom em São Paulo:

Em Perdizes: Rua Diana, 353. Domingo às 18h30.  Tel.: (11) 3853-1782

Na região da Avenida Paulista (Projeto Mundo Novo): Rua Arthur Prado. Tel: 11 99266-0136. 


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  1. Faço parte do Grupo de Oração Sagrada Família em Colatina Esp. Santo. Foi através do Grupo de Oração que aprendi a Amar mais e mais a Santa Missa. Que maravilha louvar ao Senhor e sentir o calor Humano que faz valer sair de casa e não se arrepender. Acreditar que tudo pode melhorar quando estamos louvando e agradecendo a Deus por mais um dia de Vida. E maravilhoso e gratificante, saio desses encontros feliz e em Paz, grata por tudo, sinto a presença do Espírito Santo me aliviando de todos os meu medos.