Institucional

Hoje vejo o meu ‘sim’ com grande alegria

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10418924_830751236960541_3987867797688476715_nMeu nome é Pâmela Raiza Pinto da Silva, tenho 19 anos.

Hoje, prestes a ir em missão como Postulante da Comunidade de Vida para Aracati (CE), a minha ficha cai. Sinto um misto de alegria, de vontade de chegar logo e a dor de deixar minha família e meus amigos. Mas vou na certeza do amor de Deus, que para Ele eu dou meu tudo.

Eu conheci o Shalom em 2012, através de uma amiga da minha irmã que estava indo para o Shalom e eu pedi para ir também. No começo eu pensei que era uma Igreja Evangélica, pois quando eu cheguei ao Centro de Evangelização a Hyla Savir, do Projeto Juventude para Jesus quem pregava e eu vi nela a castidade, a radicalidade da vida dela e no modo como ela pregava.

Quando eu voltei ao Shalom novamente foi para participar do Acamps em Fortaleza. Deus tinha tanta pressa na minha vida que fez experimentar e conhecer a vocação Shalom onde ela nasceu, onde ela foi gerada. Eu participei do acampamento, da missa dos 30 anos, algum tempo depois participei do Halleluya em Fortaleza, fui vivendo tudo lá.

Eu nunca tinha participado de nada aqui em São Luís e lá eu fui vendo que eu era católica, que era na Igreja Católica onde Deus me chamava e fui com o coração aberto para viver tudo mesmo intrigada em relação a Nossa Senhora e aos Santos, pois fui protestante. Eu fui batizada no Acamps, fiz minha Primeira Comunhão um dia depois e depois de algum tempo recebi o sacramento do Crisma.

Desde o acampamento me sentia chamada para ser Comunidade. A viver a alegria do serviço, de ser Shalom, de ser como aqueles que eu aprendi a amar e nada mais do mundo que eu vivia me preenchiam, ou faziam sentido na minha vida. Em São Luís entrei do ministério de Artes, onde cresci muito. Em 2013 ingressei no vocacional, não entedia a pressa de Deus. Foi um ministério de amor.

O meu primeiro ano vocacional eu fui muito infiel, eu não me entregava por completo e não acolhia, apesar de desejar muito a radicalidade, ser Comunidade de Vida. E após o retiro final eu tive certeza daquilo que Deus queria. Apesar de não acolher ser Comunidade de Vida, Deus foi quebrando minha resistência.

No Congresso de Jovens Shalom, eu tive um acompanhamento, onde Deus me deu uma palavra belíssima, que fez acolher a vontade Dele para mim.  Onde eu alcançaria não só a mim, mas minha família e meus amigos, mesmo sendo difícil, acolher a pobreza. Eu que sempre tive tudo, então viver a pobreza era um novo que eu tinha medo, mas me fazia feliz. E quando eu tive a alegria de acolher a vontade de Deus, eu fui perdendo hábitos da Pâmela velha e deixando a nova Pâmela viver, ser moldada segundo a vontade de Deus.

E o meu sim hoje eu vejo com grande alegria, com o fruto da misericórdia de Deus para minha vida. Do viver sendo feliz sendo a terceira, mesmo com tantas misérias. Eu gostava de ser vista, de ter o primeiro lugar, mas Deus foi me mostrando o essencial, o que é a verdadeira felicidade.  Na minha caminhada no vocacional eu vi que não haveria outra forma de retribuir a quem deu Sua vida na cruz por mim senão ofertar minha vida a Deus.

Como já dizia Santa Tereza D´Avila, “É justo que custe muito o que muito vale”.


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