
Quando recebi a notícia que eu iria interpretar Jesus na Via Sacra, eu não havia aceitado muito bem. Por vários motivos, entre eles, de não ter a aparência que Jesus é representada em quadros, filmes ou livros, mas principalmente pela dificuldade e complexidade de interpretar Cristo. Mas durante uma conversa com alguns irmãos da Comunidade, onde estávamos brincando e falando sobre o assunto, um deles disse uma frase que me encheu de coragem: “A gente faz o que for preciso”.
Foi então que passei a aceitar e de estar de coração aberto para viver este ministério, no qual tenho a convicção que foi uma escolha de Deus que eu vivesse aquilo. Confesso que no Shalom, nunca teve ensaios tão emocionantes como esta da Via Sacra.
E no dia foi uma grande graça viver tudo aquilo. Sofri com os chicotes, senti uma grande fadiga, chorei, tive câimbras, me doei de corpo e alma. Doei-me, porque sentia muito forte que o elenco precisava ter uma experiência profunda com amor de Cristo, não só eles claro, mas eu e todos aqueles que estavam presentes naquela Sexta-feira da Paixão.
E vivendo aquilo, fui percebendo que não era nada comparado ao que Cristo sofreu por mim, por nós. Não chegava a 1%! Foi então, durante os açoites dos chicotes eu não me contive, comecei a chorar, escorriam lágrimas… Lágrimas de vergonha, de gratidão, de amor. Reconhecendo Jesus como o meu Salvador!
Uma experiência ÚNICA e MEMORÁVEL.